Pandemia dá sinais de desaceleração no Norte, Nordeste e Sudeste

Foto: Reprodução

A pandemia da Covid-19 apresentou sinais de desaceleração em três regiões brasileiras na última semana epidemiológica. Segundo dados oficiais do governo federal, na região Norte, houve redução de 16% nos diagnósticos e 39% nos óbitos. No período de uma semana, a média diária de casos na região caiu de 4.822 para 4.029.

Os estados do Nordeste também apresentaram queda nos números da Covid-19. Os casos confirmados tiveram redução de 3% e os óbitos de 11%. Situação semelhante foi observada na região Sudeste. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo registraram diminuição de 3% nos diagnósticos e de 8% nas mortes em decorrência da infecção pelo coronavírus.

O sinal de melhora, no entanto, não se aplica às outras duas regiões brasileiras. Os números no Sul do país continuam crescendo. A média diária de casos confirmados no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina subiu de 5.588 para 6.181 nas duas últimas semanas, aumento de 11% – percentual de variação que foi observado também nos óbitos. A Covid-19 também avançou no Centro-Oeste. Aumento de 2% nos registros confirmados e 8% nas mortes.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, a sazonalidade tem influência direta nos diferentes números registrados nas cinco regiões brasileiras. Para Medeiros, o balanço epidemiológico dividido por região é fundamental para o entendimento do comportamento da pandemia em território brasileiro.

“Nas últimas quatro, cinco semanas, você tem as regiões Norte e Nordeste com redução nos números relacionados às hospitalizações e aos óbitos, enquanto que na região Sul há crescimento desses dados devido claramente à sazonalidade que estamos vivendo. Quando a gente fala de Brasil, o dado do país como um todo é extremamente importante, mas é fundamental avaliarmos o comportamento da doença e dos óbitos por região, por estado, porque aí verificamos a mudança”, afirmou Medeiros.

Em entrevista coletiva em Brasília, Arnaldo Medeiros, voltou a reforçar a recomendação do Ministério da Saúde para procurar ajudar médica logo nos primeiros sinais de manifestação de síndrome gripal.

“Em caso do aparecimento dos mais precoces de sintomas, não fique em casa. Procure um posto de saúde, procure o seu médico, para que ele possa fazer a avaliação clínica. Continuamos dizendo que higienizem as superfícies, mantenham distância física, no mínimo, de um metro. Evitem aglomerações e continuem com o uso da máscara”, pontuou.

Fonte: Brasil 61

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