Paulo Coelho narra tortura e estraga a “festa” de Bolsonaro – Alex Solnik

Paulo Coelho jogou água no chope de Bolsonaro - foto: montagem

O artigo de Paulo Coelho em que narra as torturas de que foi vítima em maio de 1974, no Washington Post de hoje – “Fui torturado pela ditadura do Brasil; é isso que Jair Bolsonaro quer celebrar”? – é mais importante e contundente que qualquer um de seus best-sellers.

O testemunho pessoal do escritor mais popular do país e um dos mais lidos no mundo desmente a narrativa fantasiosa que Bolsonaro tenta impor aos brasileiros.

Centenas de milhares de brasileiros pediram o fim da ditadura, da tortura. Bolsonaro a quer de volta – foto: histórica

É um artigo histórico.

Paulo Coelho não era militante político, nem ativista, nem fez parte de qualquer grupo de esquerda, seja de luta armada ou desarmada. Apenas um compositor, parceiro de Raul Seixas. Nada mais.

Ainda assim, foi sequestrado em seu apartamento e submetido a violentas torturas – como choques nos genitais, confinamento em sala gelada e outros suplícios inquisitoriais que conta em detalhes e é preciso ter estômago para ler até o fim – sem que houvesse qualquer acusação contra ele a não ser uma delação cuja autoria ele desconhece até hoje.

Entre a versão de Paulo Coelho da história e as lorotas de Bolsonaro, certamente seus leitores ficarão com a história de Paulo Coelho – foto: montagem

E apesar dos seus apelos de que assinaria qualquer confissão que seus algozes quisessem para não ser torturado.

Paulo Coelho mostra que os militares não combateram apenas quem queria implantar uma ditadura de esquerda, uma “nova Cuba” – na visão delirante de Bolsonaro.

Combateram todos que acharam que deviam combater.
Prenderam a quem quiseram prender.
Torturaram a quem quiseram torturar.
Mataram a quem quiseram matar.

Essa é a essência de todas as ditaduras. Tudo é liberado para quem detém o poder. Nada precisa ser explicado.

Paulo Coelho jogou água no chope de Bolsonaro.

 

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