
Grupo é investigado por negociar fuzis e pistolas com integrantes do Terceiro Comando Puro e movimentar R$ 100 milhões
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prenderam, nesta quarta-feira (7), um policial militar, três ex-PMs e um ex-comissionado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) durante a Operação Magen. O grupo é investigado por negociar armas de fogo com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP).
Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão. As ações ocorreram em municípios como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mesquita, Nilópolis e Seropédica.
Segundo as investigações, o grupo atuava desde 2022 na obtenção, transporte e venda clandestina de fuzis e pistolas. A organização também é suspeita de utilizar agentes da segurança pública para acessar e repassar informações sigilosas a integrantes da facção.
Um dos investigados foi preso em um hotel de luxo na Barra da Tijuca. No quarto onde estava hospedado, os agentes encontraram um fuzil. Em outros endereços, foram apreendidos mais dois fuzis.
O líder do TCP, Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, também era alvo da operação, mas não havia sido localizado. Um policial civil investigado igualmente permanecia foragido.
R$ 100 milhões movimentados
De acordo com a PF, a organização teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em quatro anos por meio de empresas de fachada utilizadas para lavar dinheiro.
As investigações também apontaram que agentes públicos envolvidos no esquema consultavam sistemas restritos e repassavam informações sobre mandados de prisão, endereços, veículos e operações policiais.
O MPRJ denunciou 10 pessoas e conseguiu na Justiça o bloqueio de mais de R$ 250 milhões ligados ao grupo.
Os investigados respondem por crimes como organização criminosa armada, comércio ilegal de armas e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de dinheiro.
Fonte: g1




