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Polícia Federal ‘está de olho e mãos’ em cima dos grupos extremistas digitais no Brasil, crianças e adultos

"Extremismo digital preocupa e suspeitos são rastreados em 21 estados - foto: ilustração

De crianças a adultos: Ministério da Justiça identifica 132 suspeitos de extremismo digital em todo o País. A operação mais recente da PF ocorreu na sexta (19/6), em Jaraguá (GO). O alvo foi um adolescente que operava grupos digitais violentos

O Ministério da Justiça e Segurança Pública identificou 132 suspeitos de envolvimento com crimes digitais ligados ao extremismo, discurso de ódio e incitação à violência entre janeiro e maio deste ano.


Os investigados foram localizados em 21 estados brasileiros e já foram alvo de pelo menos dez operações policiais.

Segundo o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), órgão responsável pelo monitoramento e apoio às forças de segurança, os suspeitos têm entre 9 e 35 anos de idade, com forte presença de adolescentes envolvidos na disseminação de conteúdos violentos pela internet.

Adolescente extremista

A operação mais recente foi realizada pela Polícia Federal em Jaraguá (GO), na última sexta-feira (19), e teve como alvo um adolescente suspeito de coordenar grupos virtuais voltados à propagação de conteúdos extremistas e incentivo à prática de crimes.

De acordo com o coordenador do Ciberlab, delegado Paulo Henrique Benelli, o órgão monitora ambientes digitais, incluindo a deep web e a dark web, para identificar ameaças, rastrear autores de crimes e prevenir ataques, especialmente contra escolas.

As informações coletadas são transformadas em relatórios de inteligência e encaminhadas às polícias responsáveis pelas investigações e operações.

Rastreio

O rastreio dos suspeitos começa com o monitoramento de ambientes digitais abertos e fechados, além de informações enviadas por plataformas digitais e organismos internacionais. Esses dados são analisados e cruzados pelo núcleo especializado, que os consolida em relatórios de inteligência.

Com base nesses relatórios, as informações são encaminhadas às polícias responsáveis, que deflagram as operações, como aconteceu com as 10 ações realizadas no país apenas neste ano, todas com o apoio do Ciberlab.

VIAhttps://web.whatsapp.com
FONTEhttps://correiodaamazonia.com
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