
O Ministério Público Federal (MPF) requisitou à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar uma possível contaminação de rios na Terra Indígena Waimiri Atroari, em Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus). A apuração busca verificar se há relação entre os impactos ambientais registrados na região e as atividades da Mineração Taboca.
Com a instauração do inquérito, a Polícia Federal poderá realizar perícias em amostras de água e sedimentos, ouvir testemunhas e adotar outras medidas necessárias para esclarecer os fatos. Ao final da investigação, o caso será encaminhado ao MPF para eventual adoção de medidas judiciais.
Paralelamente, o MPF mantém a investigação na esfera cível. Exames contratados pela Associação Comunidade Waimiri Atroari (ACWA) apontaram a presença de metais pesados, como alumínio, chumbo e mercúrio, nos rios Tiaraju e Alalaú e no igarapé Jacutinga.
Segundo o laudo, a concentração de alumínio chegou a ser 37 vezes superior ao limite permitido pela legislação brasileira. Também foram identificados elevados índices de ferro e chumbo nos sedimentos dos rios.
O MPF também solicitou ao Ibama uma vistoria presencial nas áreas afetadas e no complexo minerário. O órgão ambiental já havia identificado, por meio de imagens de satélite, indícios de que as operações da Mineração Taboca possam estar ultrapassando os limites autorizados e avançando sobre a Terra Indígena Waimiri Atroari.
A coleta de novas amostras deverá contar com a participação de lideranças indígenas e fiscais ambientais do povo Kinja, que poderão indicar os pontos considerados mais críticos para investigação.




