
População de Manaus, despeja dezenas de milhares de toneladas de resíduos sólidos nos igarapés que cortam a cidade diariamente.
Agora imagine 300 troneladas de lixo espalhados por Manaus, pela natureza, contaminando rios, afetando a vida dos animais e trazendo prejuízos para toda a cidade. Esse problema não é só do poder público, é de toda a população da capital.
Cada copo, cada garrafa e cada sacola jogada na rua pode parar dentro de um igarapé, obrigando a Prefeitura fazer a retiradas diariamente do lixo jogados nos igarapés, um problema social e de infraestrutura que exige respostas urgentes.
Os igarapés urbanos de Manaus, historicamente canais naturais que integravam o sistema de drenagem e lazer da capital amazonense, tornaram-se, em muitos trechos, depósitos crônicos de lixo doméstico, resíduos plástico e material orgânico acumulado.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), operações recentes apontaram remoções que chegam a cerca de 400 toneladas de resíduos em uma única ação de limpeza envolvendo o leito do Rio Negro e igarapés adjacentes.
Estudos e levantamentos apontam ainda que cerca de 70% do lixo que polui esses cursos d’água provém de áreas urbanas diretamente do descarte irregular em ruas ou nas margens favorece que resíduos sejam arrastados para os igarapés.
O problema, o desafio
As causas do problema são múltiplas: infraestrutura de coleta e saneamento insuficiente, falhas no descarte domiciliar, ocupação urbana informal às margens dos igarapés, aumento de chuvas que mobilizam resíduos acumulados e a falta de educação ambiental estruturada.
Parcela de culpa
Por mais que a Prefeitura limpe os igarapés, não elimina o problema por completo. É preciso mudar o comportamento das pessoas, fazer com que elas descartem seus lixos em locais adequados e não jogar nos igarapés.
Em Manaus, os igarapés sofrem não apenas por operações de retirada de lixo, mas pelo modo como a cidade trata seus resíduos e canais hídricos (igarapés-rios).
A sociedade, o poder público e o setor privado têm o esmo peso de responsabilidades. Sem colaboração mútua, toneladas de lixo continuarão a ser jogadas no local onde não deveriam.
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