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Por irresponsabilidade fiscal de Wilson Lima, o Amazonas terá dois ‘tarifaços, um do Trump e outro de Roberto Cidade

Sefaz mostra que o Ex e atual governador do Amazonas estão endividando o Estado - foto: recorte/redes sociais

A farsa das metas — Sefaz escancara tombo bilionário no resultado primário e explosão da dívida no Amazonas, na gestão Wilson Lima

Se o “sincerocídio” da equipe econômica no Anexo de Riscos Fiscais já revelava um Estado de joelhos, diante das dívidas infladas com os pacotes de bondades do governador tampão, Roberto Cidade (União Brasil), agora agravada pelo recente tarifaço de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o Anexo IV de Metas Fiscais da LDO 2027 consolida o tamanho do desastre.


Na mesma edição nº 35.739 do Diário Oficial do Estado (DOE), os técnicos da Secretaria de Fazenda (Sefaz) trouxeram a público as tabelas oficiais que tentam, no papel, salvar as aparências e fingir equilíbrio até 2027.

Por trás da blindagem burocrática exigida pelo artigo 4º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a tabela oficial do Demonstrativo da Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais do Exercício Anterior revela um cenário assustador de descontrole real: nos últimos anos da gestão Wilson Lima (União Brasil) (hoje pré-candidato ao Senado), as despesas explodiram e as metas de resultado despencaram, deixando um rombo bilionário para o povo pagar.

Abaixo, o portal Correio da Amazônia destrincha os dados numéricos exatos extraídos diretamente do Diário Oficial:

O rombo no resultado primário: Queda de 30% na meta do caixa
O dado mais alarmante e indiscutível da tabela oficial da Sefaz está na linha do Resultado Primário (SEM RPPS) — Acima da Linha (V). Esse indicador mede a capacidade real do Estado de poupar dinheiro para garantir seus investimentos e pagar suas contas sem o fantasma da previdência estadual.

A meta revista: O governo havia prometido entregar um superávit primário de R$ 745,5 milhões em 2025.
A realidade executada: O Estado conseguiu realizar apenas R$ 521,7 milhões.
O tombo fiscal: Significa um desabamento violento de -30,01% em relação à meta fixada (uma frustração real de -R$ 223,7 milhões).

Se incluirmos as fontes da previdência estadual (Com RPPS), o tombo é ainda maior em valores absolutos: o governo deixou de economizar R$ 398,8 milhões do que havia prometido em lei (-27,32%).

Despesa avança acima da receita: A engrenagem do descontrole
Os números desmascaram de forma definitiva a narrativa de eficiência do governo ao mostrar que a gastança superou o avanço do caixa, mesmo com o arrecadamento vindo acima do previsto:

Receitas primárias (Exceto RPPS): Tiveram uma meta prevista de R$ 29,1 bilhões, mas fecharam realizadas em R$ 33,1 bilhões — um acréscimo nominal de 13,57% (mais R$ 3,9 bilhões extra no caixa).

Despesas primárias (Exceto RPPS): De forma irresponsável, as despesas, que estavam previstas em R$ 28,4 bilhões, saltaram para assustadores R$ 32,5… bilhões — uma explosão de 14,71% (um estouro de R$ 4,17 bilhões adicionais engolidos pela máquina).

A conta não fecha: A despesa cresceu em ritmo acelerado e superou o crescimento da receita em mais de um ponto percentual. Wilson Lima recebeu mais dinheiro do cidadão, mas gastou muito além do que ganhou, destruindo a meta de poupança do Estado.

Dívida pública consolidada explode em 20,7%

O reflexo dessa gastança desmedida aparece no endividamento galopante do Estado registrado no demonstrativo da LDO. A Dívida Pública Consolidada (DC) do Amazonas passou por um crescimento vertiginoso:

A meta prevista: O governo estimava manter o estoque da dívida em R$ 8,9 bilhões.
O saldo realizado: A dívida consolidada fechou o exercício acumulando impressionantes R$ 10,8 bilhões.
A explosão: Trata-se de uma alta real de 20,71%, o que significa que o Estado colocou mais R$ 1,86 bilhão em novas dívidas nas costas do povo em comparação com a meta original.

A Dívida Consolidada Líquida (DCL) seguiu o mesmo rastro de desequilíbrio, saltando de R$ 6,8 bilhões projetados para R$ 7,5 bilhões efetivos, um avanço de 10,44%.

Arrancando receitas “na marra”

Diante desses números oficiais que atestam que a despesa cresceu acima da receita e que a dívida explodiu, a equipe técnica da Sefaz confessa no texto que a única saída é um arrocho fiscal agressivo.

Como as contas estão engessadas para pagar os juros desse endividamento de R$ 10,8 bilhões, o governo desenhou metas para 2027 focadas em “alavancar a arrecadação” de taxas e impostos locais de forma forçada.

O cidadão amazonense vai enfrentar uma tempestade torrencial: de um lado, a crise econômica global inflada pelo tarifaço americano de 25% nesta semana; do outro, a máquina fiscal da Sefaz operando de forma implacável contra o comércio e os contribuintes para arrancar receitas “na marra”, tentando cobrir o buraco de 30% deixado no resultado primário pela irresponsabilidade fiscal da gestão Wilson Lima.

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VIAhttps://www.youtube.com/
FONTE@georgecurcio992
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