
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) abriu um procedimento para acompanhar as medidas adotadas por Novo Aripuanã diante do avanço das queimadas e da previsão de agravamento da estiagem na região.
A iniciativa é conduzida pela promotora de Justiça Jéssica Vitoriano Gomes e também considera os possíveis impactos do fenômeno El Niño 2026/2027, que pode provocar chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas na Região Norte.
O cenário aumenta o risco de incêndios florestais e pode afetar o abastecimento de água, alimentos, medicamentos e combustíveis, além de dificultar o deslocamento de comunidades rurais e ribeirinhas.
Dados divulgados pelo Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM), com base no Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam que Novo Aripuanã estava entre os quatro municípios amazonenses com maior número de focos registrados no acumulado de setembro de 2026.
Prefeitura terá 15 dias para responder
O MPAM deu prazo de 15 dias para que a Prefeitura e a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil apresentem informações sobre as medidas adotadas e planejadas para enfrentar a estiagem e as queimadas.
Entre as informações solicitadas estão o plano municipal de contingência, a estrutura disponível para combater incêndios, incluindo brigadistas, equipamentos, veículos e embarcações, além dos focos registrados em agosto e setembro e as providências tomadas.
O órgão também quer dados sobre as comunidades rurais e ribeirinhas mais vulneráveis e as medidas previstas para garantir o abastecimento e monitorar a qualidade do ar durante os períodos de fumaça.




