
Prefeitura de Manaus divulgou, nesta segunda-feira (20/7), um novo informe epidemiológico sobre os impactos do vazamento de gás estireno ocorrido no Distrito Industrial, na última quarta-feira (15/7). O boletim, elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), aponta que 648 pessoas procuraram atendimento médico após exposição ao produto químico.
Segundo o levantamento da Diretoria de Vigilância Ambiental e Epidemiológica, Zoonoses e de Saúde do Trabalhador (Dvae), apenas um paciente segue internado. O informe também registra dois óbitos em investigação pelo Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (Cievs), que apura se há relação entre as mortes e a exposição ao estireno.
Os dados mostram que a maior demanda por atendimento ocorreu nos dois dias seguintes ao incidente. Na quinta-feira (16/7), foram registrados 364 atendimentos, enquanto na sexta-feira (17/7) houve 163 casos. Nos três dias posteriores, a procura pelos serviços de saúde caiu significativamente, totalizando 30 atendimentos.
De acordo com o monitoramento, o tempo médio de exposição ao gás foi de aproximadamente três horas. A faixa etária mais atingida foi a de adultos entre 20 e 59 anos, embora também tenham sido registrados atendimentos de crianças, adolescentes e bebês.
O levantamento revela ainda que 67% das pessoas atendidas tiveram contato com o estireno durante a jornada de trabalho. Outros 19% relataram exposição dentro de casa, 10% em ambientes externos e menos de 1% em outros locais. Entre os sintomas mais frequentes, 78% apresentaram problemas respiratórios e 20% alterações na pele.
Durante a ocorrência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) realizou 13 remoções de pacientes que necessitaram de atendimento hospitalar imediato.
A Semsa informou que continua integrando o Gabinete de Crise criado pela Prefeitura de Manaus para acompanhar o caso e manter o monitoramento dos possíveis efeitos da exposição ao estireno. Os boletins epidemiológicos seguem sendo publicados diariamente com dados atualizados sobre atendimentos, internações e investigações relacionadas ao incidente.
A diretora da Dvae, Marinélia Ferreira, destacou que, mesmo após o controle do vazamento, as equipes de vigilância permanecem acompanhando as pessoas expostas ao produto químico, especialmente os grupos considerados mais vulneráveis, como gestantes, crianças, idosos, trabalhadores diretamente envolvidos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares preexistentes.




