
A professora Helma Sampaio denunciou ter sido humilhada por uma médica durante atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) José Rodrigues, localizada no bairro Novo Aleixo, Zona Norte de Manaus, após revelar que votou em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. O episódio ocorreu na segunda-feira (26) e a professora registrou um boletim de ocorrência.
Coordenadora administrativa do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus, Helma procurou a unidade de saúde com a pressão arterial alterada. Durante a consulta, a médica perguntou o que poderia ter provocado a alteração e a professora respondeu que estava ansiosa por causa do resultado eleitoral, realizado no domingo (25).
“Eu lhe disse que eu tinha votado no Lula, e, a partir daí, a médica começou a querer me humilhar, dizendo palavras ofensivas”, relatou.
Segundo a professora, ao questionar se a médica daria continuidade ao atendimento, ouviu da profissional que ela não era médica, mas “faxineira”. Helma afirma que decidiu não continuar a consulta com a mesma profissional.
A professora nega ter chamado a médica de faxineira e diz que, após manifestar a decisão de interromper o atendimento, passou a ser acusada de ofensas verbais. “Ela começou a gritar, distorcendo os fatos, dizendo que eu a chamei de faxineira e que eu a agredi com palavras, discutindo política, o que não é verdade”, afirmou.
Helma também afirma que, ao fotografar a médica durante a discussão, ouviu uma ameaça de que seu celular seria quebrado. Segundo ela, o desentendimento agravou seu quadro de saúde, com aumento da pressão arterial e tremores pelo corpo.
“A minha pressão descontrolou mais ainda. Eu entrei em estado de tremor no corpo todo”, contou.
Após o episódio, outros funcionários da unidade prestaram auxílio à professora, que foi encaminhada para atendimento com outra médica.
Denúncia foi levada à polícia
A professora registrou um boletim de ocorrência para relatar o caso. Na manhã de terça-feira (27), ela voltou à UPA para tentar formalizar uma reclamação na Ouvidoria, mas não conseguiu entregar a denúncia porque, segundo seu relato, a responsável pelo setor estava de licença e outro ouvidor não se encontrava no local.
Em vídeo gravado na unidade, Helma aparece com o boletim de ocorrência e cobra respeito aos pacientes que procuram atendimento de emergência.
Após a denúncia, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) afastou a médica das atividades. A profissional não teve o nome divulgado no relato e não havia sido localizada para apresentar sua versão dos fatos.




