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Professores da sede da Ufam referendam a greve geral

A greve geral contra PEC 55, antiga PEC 241, foi aprovado pela a maioria dos professores

O indicativo de greve geral dos trabalhadores contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, antiga PEC 241, foi aprovado por ampla maioria dos professores em Assembleia Geral realizada na tarde desta sexta-feira (18), no hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), setor norte do campus universitário.

Diferentemente da sede, os docentes dos campi da Ufam em Humaitá e em Parintins deliberaram, também por ampla maioria, pela construção da greve setorial na Educação. Até o momento, 26 universidades ligadas à base do Sindicato Nacional dos Docentes da Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) aprovaram o indicativo de greve.


Durante a instância deliberativa em Manaus, várias falas destacaram o aspecto singular da greve geral, que não se limita à categoria docente, mas tem o objetivo de reunir trabalhadores das iniciativas pública e privada contra as medidas do governo Temer, as quais atacam principalmente a classe trabalhadora.

“Essa é a única estratégica capaz de frear a atuação de um Congresso insensível aos riscos da PEC 55. É a maneira que dispomos para fazer com que nossa voz seja ouvida lá [no Congresso Nacional]”, afirmou o professor Tom Zé Costa, sindicalizado da ADUA e ex-dirigente do Regional Norte 1 do ANDES.

A greve geral contra PEC 55, antiga PEC 241, foi aprovado pela a maioria dos professores
A greve geral contra PEC 55, antiga PEC 241, foi aprovado pela a maioria dos professores

O professor José Belizário Neto, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), sugeriu a inclusão de todas as unidades acadêmicas no planejamento e realização de atividades de mobilização nas próximas semanas. Ele ressaltou ainda que o momento é favorável à articulação entre as diversas categorias, tendo em vista a expressiva mobilização realizada na última sexta-feira (11), no Centro de Manaus.
Outra grande mobilização está agendada para o dia 25 deste mês, cujo objetivo é pressionar os parlamentares da bancada amazonense a votarem contra a PEC 55.

A primeira votação do “pacote de maldades” no Senado ocorre no próximo dia 29 de novembro. Neste dia, entidades do movimento sindical e estudantil participarão da marcha Ocupa Brasília, convocada pelo ANDES. Neste sentido, outro ponto de pauta da AG foi a escolha dos representantes da Ufam que participarão do ato. Foram escolhidos, pela base da categoria, os professores Luiz Fernando Santos, do ICHL, e a professora Ida de Fátima Mourão, da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF).

Durante a AG, a categoria aprovou ainda uma moção de apoio aos técnico-administrativos da Ufam, proposta pela professora do curso de História Patrícia Sampaio. “Repudiamos a decisão autoritária da Administração Superior em cortar o ponto dos servidores em greve, o que fere a autonomia universitária”, diz trecho da nota.

Os resultados dessa rodada de AG deverão ser enviados para a secretaria do ANDES-SN e serão apreciados e encaminhados na próxima reunião conjunta dos Setores das IEES/IMES e IFES nos dias 19 e 20 de novembro, em Brasília.

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