
Mulheres empreendedoras de Manaus estão recebendo um novo incentivo para fortalecer seus negócios e conquistar autonomia financeira. O Instituto Consulado da Mulher, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lançou ações do projeto “Elas no Território”, voltado ao apoio e capacitação de mulheres das zonas Norte e Oeste da capital amazonense.
A iniciativa contempla moradoras das comunidades Tarumã-Açu, Monte das Oliveiras e Santa Etelvina, com investimento superior a R$ 5,3 milhões destinados à inclusão socioprodutiva feminina.
Durante agenda realizada nesta sexta-feira (15), representantes das instituições apresentaram detalhes do programa, que oferece formação empreendedora, capacitação técnica e acompanhamento profissional para mulheres que desejam abrir ou expandir seus negócios.
Segundo a diretora-executiva do Consulado da Mulher, Adriana Carvalho, o objetivo é estimular a independência emocional e financeira das participantes. As formações incluem áreas como culinária, artesanato e outros segmentos de geração de renda.
Além da capacitação, as participantes que cumprirem os requisitos do programa poderão receber um capital semente de aproximadamente R$ 2 mil para investir nos próprios empreendimentos. Para ter acesso ao benefício, é necessário participar das aulas, manter frequência mínima e apresentar um plano de negócio.
O projeto terá duração de três anos e pretende beneficiar 450 mulheres, divididas em turmas anuais de 150 participantes. Ao longo do programa, elas terão acesso a mais de 200 horas de formação em gestão empreendedora, mentorias e qualificação técnica.
Durante o encontro, também foram apresentados dados da pesquisa “Nanoempreendedora em foco: Identidade, Sobrevivência e o Paradoxo da Autonomia”, que revelou os principais desafios enfrentados pelas empreendedoras.
O levantamento apontou que 75% das mulheres iniciaram seus negócios para garantir a subsistência da família. Já 49% afirmaram que o empreendimento é atualmente a principal fonte de renda da casa. Apesar de parte significativa possuir ensino superior ou pós-graduação, a maioria ainda enfrenta dificuldades financeiras, com faturamento mensal de até R$ 3 mil.
Para o BNDES, fortalecer o empreendedorismo feminino nas periferias é uma forma de reduzir desigualdades sociais e ampliar oportunidades econômicas nos territórios mais vulneráveis.
As interessadas em participar dos próximos ciclos do projeto podem acompanhar as inscrições por meio do site e das redes sociais do Consulado da Mulher.




