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Região amazônica está com níveis dentro da normalidade

Foto: Recorte

Embora esteja em processo de vazante, a maioria dos rios da região amazônica está com níveis próximos à normalidade após dois anos de seca severa.

O cenário contrasta com o que foi observado no mesmo período em 2024, quando, no pico da estiagem, foram registradas mínimas históricas em estações dos rios Negro, Solimões, Acre, Purus, Madeira e Amazonas.


A estabilidade dos níveis dos rios é favorecida pelo cenário de neutralidade climática com condições próximas à média histórica. Em 2023 e 2024, a seca extrema esteve associada a conjunção de um forte episódio de El Niño e de anomalias positivas nas temperaturas da superfície do mar no Atlântico tropical norte e sul.

Esses fenômenos associados elevaram as temperaturas e causaram déficit nas chuvas de forma generalizada na bacia Amazônica. O prolongamento desta situação entre a seca de 2023 e a cheia de 2024 dificultou a recuperação dos rios, colaborando para um cenário de seca ainda mais crítico em 2024.

“Neste ano, há um quadro de normalidade hidrológica, com cotas dentro da normalidade em praticamente todas as sub bacias monitoradas na região. Há pouquíssimas exceções na parte mais sul do Amazonas, onde os formadores do Juruá e do Purus apresentam níveis abaixo do esperado para a época”, explica o pesquisador em geociências Andre Martinelli, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Manaus (SUREG-MA).

Os modelos climáticos internacionais indicam a consolidação do fenômeno La Niña para o próximo trimestre, o que normalmente contribui para o aumento de precipitação na região. Entretanto, ainda é cedo para afirmar se esse comportamento se confirmará de forma consistente ao longo dos próximos meses e se trará efeito na magnitude da enchente de 2026, observa Martinelli.

Atualmente, os níveis dos rios ainda estão em processo de vazante na maior parte da bacia, com exceção do trecho mais à montante do rio Solimões, que já iniciou o processo de enchente. O cenário, se comparado com o mesmo dia do ano passado, mostra que o nível do rio Negro está aproximadamente 7 metros acima do observado em 2024 na estação de Manaus (AM).

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