
O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante) intensificou, nesta terça-feira (21/07), os ataques ao Palácio da Compensa e desafiou publicamente o governador Roberto Cidade – pré-candidato à reeleição pelo União Brasil – a comprovar a quitação das dívidas do Estado com o sistema de transporte coletivo urbano.
Em um duro pronunciamento um dia após a deflagração da greve no sistema de transporte coletivo, o gestor municipal rebateu informações veiculadas pela administração estadual sobre o repasse de recursos do Passe Livre Estudantil e cravou que o atual governo é a “continuidade de um governo caloteiro”.
O embate esquentou após o Governo do Estado encaminhar posicionamento à imprensa afirmando estar em dia com suas obrigações orçamentárias e financeiras relativas ao convênio da gratuidade estudantil. Renato Junior rebateu o documento oficial e colocou em xeque a veracidade das informações apresentadas pelo Estado.
Em tom direto, o prefeito desafiou o governador a apresentar as notas de empenho e comprovantes de liquidação que atestem os repasses efetuados no exercício de 2026. Segundo Renato Junior, os números apresentados pelo governo estadual não coincidem com os valores efetivamente creditados no sistema operado pelo Sinetram.
“É a continuidade de um governo caloteiro. O senhor [Roberto Cidade] tem duas opções: ou prova o que pagou em 2026, ou essa nota enviada à imprensa é mentirosa”, disparou o prefeito de Manaus, reiterando que o atraso crônico e o fatiamento dos repasses estaduais provocaram o colapso financeiro que resultou no bloqueio das garagens pelos trabalhadores rodoviários.
A acusação eleva a crise política entre o município e o Estado a um novo patamar, no momento em que a capital tenta reestabelecer 100% da operação do sistema rodoviário sob força de liminar concedida pela Justiça do Trabalho.




