Resgate de Matriz Econômica para salvar o povo do Amazonas – por Professor José Melo

Ex-governador e pré-candidato a deputado estadual Professor José Melo - foto: recorte

De volta à vida pública, o ex-governador José Melo fala de projetos, emprego, renda, uso sustentável das potencialidades econômicas do Amazonas, sobre a reestruturação da Matriz Econômica Ambiental, um dos seus mais eficazes projetos econômicos para o Estado.

Através de artigos a serem publicados no portal Correio da Amazônia, ele apontará a sua localização e os efeitos positivos financeiros que cada fonte de investimento pode trazer para a população do Estado.

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1º Artigo – por Professor José Melo

A dias venho falando sobre o resgate de uma proposta que pode revolucionar a economia do Estado, que pode ser debatida em todos os setores da sociedade, empresarial, institucional e político. Essa proposta pode proporcionar que o cidadão amazonense ganhe dinheiro com a reimplantação da Matriz Econômica Ambiental, editada em 2016, quando eu fui governador do Amazonas.

O relançamento da Nova Matriz Econômica, é um dos meus principais temas de debates por ser uma proposta que certamente resgatará o equilíbrio econômico e fiscal que já salvou o Amazonas de crises instaladas no Brasil durante o meu governo e, que na atualidade, pode diversificar o modelo econômico da Zona Franca de Manaus (ZFM) a partir do desenvolvimento das potencialidades econômicas no interior do Amazonas, com projetos voltados para a piscicultura, fruticultura, fármacos, cosméticos e mineração.

A nova Matriz Econômica Ambiental terá o poder de descentralizar a Zona Franca de Manaus, que é um modelo ‘bom’, mas que também pode atender as necessidades do homem do interior. Sendo assim, o novo modelo de economia será focado no desenvolvimento das potencialidades e riquezas local. O mesmo modelo que na época de seu lançamento, rompeu as barreiras regionais e ganhou projeção internacional, ao despertar interesses de países que tem foco na preservação e desenvolvimento da Amazônia como um todo.

Acima de tudo, quero aprofundar as conversas sobre as parcerias que serão feitas com o Sistema Sepror, organizações financeiras internacionais, embaixadas, instituições ambientais nacionais e internacionais, Embrapa, secretarias estaduais do setor primário, atrair investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Proinvest, Tesouro Nacional, para que sejam facilitadas a implementação das ações com maior eficiência.

Também trazer para a base de discussão, o apoio técnico, os gestores e técnicos do Sistema Sepror que atuam no Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), a Secretaria Executiva de Pesca e Aquicultura (Sepa) e Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), a Embrapa e pesquisadores do Brasil e de outros países.

O mundo todo está dizendo que o projeto Matriz Econômica Ambiental criado para desenvolver a Amazônia de forma sustentável é de uma coerência sem tamanho. O projeto é ousado e sabemos que se bem aplicado, pode abastecer o Brasil e o mundo.

No entanto, é preciso desburocratizar os processos produtivos, tornando mais atraente para os investidores os projetos que vão além da ZFM e poder garantir a geração de emprego e renda em toda a região, incentivando os países que representam essas empresas a virem produzir, também, no interior do estado. Posso citar com exemplo, a China, Coreia, Japão, e outros de mesmo porte.

Segundo dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), as fábricas do Polo Industrial do Amazonas (PIM), geram mais de 90 mil empregos, com faturamento batendo recorde ano a ano. Até outubro de 2021, segundo informação da Suframa, as indústrias do PIM faturaram R$ 131,1 Bilhões, de lucro.

Contudo, a mecanização e a robotização das indústrias do PIM, que é o principal pilar da economia do Estado, reduziram a oferta de emprego e renda pela metade de 2016 para 2022, o que reforça a nossa tese de aplicação de medidas que favoreçam os investimentos e o mercado de trabalho no interior do Amazonas, assim como, atrair investidores internacionais para o projeto Matriz Econômica Ambiental, que foi concebido com o objetivo de não só desmistificar este setor, como também, ampliar os investimentos em áreas vitais para a economia em todo o Amazonas.

É sobre esses assuntos que quero debater neste espaço e, se Deus assim desejar, no parlamento estadual.

No próximo artigo, vamos falar da potencialidade Petróleo e Gás Natural.

Bom meus amigos!… Que Deus proteja a todos nós, as nossas famílias e amigos destas doenças que estão circulando no nosso Amazonas!

Professor José Melo

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