
PF diz que Vorcaro bancou luxo de Ciro Nogueira enquanto senador atuava em favor do Master
Além de mesadas entre R$ 300 mil a R$ 500 mil por mês, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também bancou viagens a Paris, Nova York, Lisboa e Courchevel, a famosa estação de esqui nos Alpes franceses, com hotéis cinco estrelas e até roupas de esqui para o senador e sua companheira. A PF estima que as “mordomias” superam R$ 500 mil/mês.
As informações são da Polícia Federal e estão nos autos das investigações do Master no Supremo Tribunal Federal (STF), das quais o relator, ministro André Mendonça, retirou o sigilo.
Em um dos diálogos apreendidos pela PF, em abril de 2024, Daniel Vorcaro se comunica com um responsável pela recepção ao senador e a amigos em um restaurante de luxo em Paris. Na mensagem, Vorcaro diz que o principal convidado é Ciro.
Inquérito
A “Emenda Master”, texto elaborado pelo próprio Banco Master e entregue na casa do senador, que alterava o FGC para ampliar os negócios do banco transferindo riscos ao sistema financeiro.
A PF aponta ainda uso de empresas interpostas para dificultar o rastreamento, indício de lavagem de dinheiro. Vorcaro segue preso e tenta delação, já rejeitada pela PF e pelo MP. A defesa de Ciro nega qualquer ilicitude.
Em outros inquéritos, a Polícia Federal (PF) cita o presidente da Câmara, Hugo Motta em investigação sobre benefícios pagos por Daniel Vorcaro. A irmã de Sicário ameaçõu entregar material para “acabar com a família inteira” de Vorcaro, que queria aproximação com Moraes, mas não citou o ministro em proposta frustrada de delação.




