Sérgio Moro da calote em seu marqueteiro de campanha

Foto: Reprodução

Em conversas reservadas, a equipe do ex-marqueteiro de Sergio Moro, Pablo Nobel, calcula que receberá apenas em 2023 os 2 milhões de reais que cobra judicialmente do Podemos, antigo partido do ex-juiz. A produtora D7 Filme alega que não recebeu nenhum centavo por 90 dias ininterruptos de serviços como a produção de peças publicitárias para a pré-campanha de Moro à Presidência da República. Pelo contrato, 50% do valor estipulado deveria ter sido pago no ato da assinatura do compromisso de prestação de serviços e o restante dividido em quatro parcelas.

Segundo interlocutores, o Podemos chegou a autorizar a emissão da nota fiscal para o pagamento dos cerca de 70 profissionais que atuaram no projeto. A produtora recolheu os impostos sobre o valor acordado, mas não houve depósito de nenhuma cifra. Procurado por VEJA, o partido não se manifestou.

O contrato de marketing da D7 Filme não passou diretamente por Sergio Moro, que hoje se articula para concorrer a uma vaga ao Senado ou à Câmara dos Deputados pelo Paraná. Quando soube do calote, o ex-juiz lamentou a situação em conversa com ex-parceiros de pré-campanha. Ele deixou o Podemos em meio a desgastes, acusações de boicote e alegações de falta de estrutura financeira para despesas comezinhas, como a compra de passagens aéreas, para agendas de campanha. Em uma viagem à Alemanha em março passado, por exemplo, coube ao senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que atuava como uma espécie de mecenas informal do projeto de Moro, pagar as passagens aéreas – cada uma, em classe executiva, custou cerca de 17.000 reais.

Fonte: Veja

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