Sidney Leite: licenciamento da obra de Jirau pelo Ibama é ‘uma aberração’

Deputado Sidney Leite(Pros)/Foto: Alberto Cesar

Deputado Sidney Leite(Pros)/Foto: Alberto Cesar
Deputado Sidney Leite(Pros)/Foto: Alberto Cesar

Declarando não ser contra a alternativa energética, por meio de hidrelétricas, o deputado estadual Sidney Leite (PROS), fez um alerta da tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na sessão de ontem (13), para o impacto da construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Estado de Rondônia, sobre a enchente na região do baixo Amazonas. Citando os municípios de Boa Vista do Ramos, Barreirinha e Maués, que já estão com ruas alagadas, Sidney denunciou que as obras da usina foram construídas sem levar em conta esses impactos.

O parlamentar disse que pretende levar a questão ao Ministério Público e à Justiça “porque isso é uma tremenda aberração”, referindo-se ao licenciamento da obra pelo Instituto Brasileiro de do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) e Governo de Rondônia sem o estudo devido dos impactos que causariam no Estado do Amazonas. “Antes as águas vinham do alto Solimões, agora estão vindo também do rio Madeira”, disse Sidney Leite. “Mas o Ibama liberou o licenciamento da obra, mesmo quando o Eia-Rima (Estudo de Impacto Ambiental-Relatório de Impacto Ambiental) dizia que teríamos um impacto de mais de 580 quilômetros quadrados”, completou.

Para o deputado que representa a região do baixo Amazonas, especialmente o município de Maués, “não se pode fazer cara de paisagem diante do problema”, porque fora da questão do licenciamento, o fato é que o estudo sobre a usina hidrelétrica deveria ter sido feito só no Estado de Rondônia, mas também no Amazonas. Ele denunciou ainda que além do impacto ambiental e social, está ocorrendo perda da fauna nas regiões do Sul do Amazonas atingidas pelo lago da hidrelétrica.

Com a enchente dos rios, principalmente do Madeira, onde está a hidrelétrica de Jirau, o transbordamento das águas está comprometendo uma parte significativa do Sul do Amazonas, “onde inclusive parte da floresta já está morta e já está se extraindo a madeira com autorização não se sabe de quem”. Segundo ele, Jirau ocupa parte do território do Amazonas, mas não há licenciamento nem estudo de impacto ambiental dentro do Estado, o que significa invasão territorial.

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