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Sindicatos, movimentos sociais e estudantis ocupam espaço dos partidos na campanha de Lula no Amazonas

Valdemir Santana em uma das mobilizações do parque industrial do Amazonas - foto: recorte

Mobilização que reúne trabalhadores, estudantes, pescadores, indígenas e lideranças rurais ganha força na reta final do segundo turno; Valdemir Santana estima que próximo de 150 mil foi o público de ato realizado em Manaus no dia 11 de outubro

Enquanto a disputa pela Presidência da República entra na reta decisiva, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Amazonas vem chamando atenção pela força de mobilização nas ruas, puxadas, principalmente, por sindicatos, movimentos sociais, entidades estudantis e organizações populares, com atuação em Manaus e no interior do Estado.


A avaliação é do presidente da Central Única dos Trabalhadores no Amazonas (CUT-AM), Valdemir Santana, que atribui o crescimento dos índices de intenção de votos, o fortalecimento da campanha e o avanço político de Lula diante do eleitorado amazonense à participação desses segmentos.

Mobilização gigante

No ato realizado em 11 de outubro, na praça São Sebastião, no Centro de Manaus, o sindicalista estima que aproximadamente 150 mil apoiadores tenham participado da concentração. De acordo com Santana, a multidão se estendia da Ponte de Ferro, na região da Cachoeirinha, até a praça São Sebastião, em uma demonstração de força, que ultrapassou o núcleo central do evento.

Campanha a partir da base

Na avaliação de Valdemir Santana, o diferencial da campanha no Amazonas está na capacidade de organização dos movimentos sindicais e sociais, que mobilizam suas próprias bases e ampliam a presença de Lula em diferentes segmentos da população.

Entre os participantes dessa articulação estão estudantes universitários, integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), juventudes estudantis e trabalhadores de categorias como metalúrgicos, vigilantes, trabalhadores dos setores plástico, da construção civil e de hotéis.

Essa dinâmica, segundo a avaliação do sindicalista, ajuda a explicar a intensidade das manifestações pró-Lula na capital e no interior do Estado, onde pescadores, indígenas e trabalhadores rurais estão virando o jogo.

Alem da capital

Fora de Manaus, a mobilização dos movimentos sociais, sindicatos rurais, pescadores, colônias de pescadores e lideranças indígenas são apontados por Santana como peças fundamentais na disputa eleitoral, onde as grandes distâncias influenciam no fator político, as lideranças locais mantém forte presença e articulação nos municípios.

Para o movimento sindical, a combinação entre a força das categorias profissionais de Manaus e a atuação das organizações populares no interior pode ser decisiva na reta final da eleição.

Uma das maiores mobilizações do PT na cidade de Manaus em frente ao Teatro Amazonas – foto: recorte

Pesquisas mostram disputa apertada no Amazonas

Os levantamentos eleitorais ajudam a dimensionar o cenário. Pesquisa Quaest divulgada em 13 de outubro apontou Lula com 47% das intenções de voto no Amazonas, contra 43% de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Brancos, nulos e eleitores que não escolheram candidato somaram 5%, enquanto outros 5% disseram não saber em quem votar.

O levantamento ouviu 1.098 eleitores entre 9 e 12 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico, embora Lula apareça numericamente à frente. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número AM-09760/2026. (Fonte: Metrópoles).

O resultado dá dimensão à competitividade da disputa no estado, mas não permite atribuir eventual mudança nas intenções de voto exclusivamente aos atos de rua. Para estabelecer crescimento eleitoral, seria necessário comparar levantamentos anteriores com metodologia e cenários equivalentes.

O desafio de transformar mobilização em votos

A avaliação de Valdemir Santana é que a força demonstrada nas ruas revela uma militância ativa e disposta a participar diretamente da disputa presidencial. Se essa mobilização terá impacto suficiente para alterar o resultado eleitoral, a resposta virá das urnas.

No Amazonas, a campanha de Lula tem, portanto, um componente que vai além dos palanques partidários: uma rede de sindicatos e movimentos populares que procura transformar organização social em força política na reta final da eleição.

Vídeo:

VIAhttps://www.youtube.com/
FONTEhttps://www.tiktok.com/@georgecurcio
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