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Sistema possibilita gerenciamento e controle do consumo de energia elétrica

Foto: DECON/FAPEAM
Escrito por Redação II

Apagar as luzes do pátio com apenas um clique ou ver na tela do celular o consumo do uso da máquina de lavar durante a semana. Essas são algumas das aplicações do Sistema Mashina. A tecnologia foi desenvolvida por empreendedores do Amazonas e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do programa Sinapse da Inovação, realizado em parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi).

Segundo o coordenador do projeto, o engenheiro elétrico Allan Roberto Amorim, o Mashina faz parte do nicho chamado Smart Home, que são as casas inteligentes. O projeto tem o foco principal no gerenciamento de energia elétrica e no controle de dispositivos de uma residência comum ou até mesmo de escritórios.

Foto: DECON/FAPEAM

“O nosso projeto começou basicamente há um ano no laboratório e em uma roda de ideias de colegas, que, na sua maioria, são cientistas da computação, engenheiros da computação e engenheiros eletricistas. A princípio, era que nós pudéssemos simplesmente controlar dispositivos em uma casa”, disse o engenheiro.

Controle de consumo – Allan explicou que a proposta vai além da funcionalidade de ligar ou desligar dispositivos da residência com o auxílio do smartphone. O projeto ganhou maiores proporções e também poderá auxiliar o usuário no controle do consumo de energia elétrica do imóvel. Ele destacou qual a fase atual do projeto.

“Além de controlar dispositivos, nos propomos a fazer uma medição de consumo energético na residência, tornando possível que o dono da residência possa controlar e, até mesmo, otimizar os gastos com energia elétrica no local. O projeto está no final da fase de validação do protótipo alfa, são protótipos funcionais, que vão precisar de modificações, é claro. Estamos entrando na fase beta, que é a melhoria do primeiro protótipo, onde iremos corrigir as falhas para chegar mais próximo de um produto comercialmente viável”, contou Allan.

Tomada inteligente – De acordo com o coordenador, ao contrário de dispositivos similares já disponibilizados no mercado, que apenas ligam e desligam aparelhos, o sistema Mashina consegue medir o consumo daquele produto conectado ao dispositivo à tomada inteligente. O engenheiro conta como é o funcionamento da tecnologia.

Foto: DECON/FAPEAM

“Nós conseguimos, utilizando métodos de engenharia, concentrar tanto a parte que liga e desliga os equipamentos e também a parte que mede o consumo energético daquele equipamento conectado. A medição de consumo energético é recortada e transmitida através de uma rede Wi-Fi para um dispositivo chamado concentrador e através desse dispositivo o usuário poderá acessar os dados de consumo de qualquer equipamento eletrônico conectado na tomada inteligente”, explicou Roberto.

De uma forma geral, o usuário poderá mensurar o consumo elétrico geral da residência, supondo que todas as tomadas do imóvel sejam tomadas inteligentes. O monitoramento será feito dia após dia, computado minuto a minuto, permitindo que o consumidor consiga visualizar o gasto ao longo do tempo.

Foto: DECON/FAPEAM

“A nossa ideia também é que este consumo seja diminuído por sugestões, por estratégias de adaptação de software. Por exemplo, você tem uma rotina em que vai ao trabalho pela manhã e volta à tarde, não necessariamente seus produtos, suas lâmpadas, seus equipamentos, têm que ficar ligado o dia todo, então você pode configurar perfis de economia, de forma que o sistema se encarrega de desligar e ligar os equipamentos conforme a sua rotina”, ressaltou Amorim.

Precisão – O sistema Mashina é completo e envolve infraestrutura de redes, servidores e aplicações para celulares Android. Toda essa estrutura funcional está em fase de testes e já é possível gerenciar dispositivos em residências. Atualmente, o grupo trabalha com foco na consolidação da medição do consumo de energia elétrica. A ideia é que o usuário tenha acesso ao valor em reais do consumo da própria casa.

“Estamos trabalhando para fazer com que a medição seja mais precisa possível, porque para o usuário não interessa, por exemplo, saber se está consumindo 3,53 kW em uma máquina de lavar, ele quer saber é quanto está gastando com máquina de lavar, finalizou Allan.

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