Smart TV é um ‘pesadelo perigoso para a privacidade’, diz relatório

Foto: Recorte

Um relatório do Center for Digital Democracy (Centro para Democracia Digital, em português), enviado à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, afirma que as smart TVs e dispositivos de streaming são um “pesadelo perigoso para a privacidade”.


O documento, intitulado “Como a TV nos Observa: Vigilância Comercial na Era do Streaming” [PDF], vai ainda mais longe na questão e diz que empresas de streaming e fabricantes de dispositivos criaram um “sistema de vigilância” sem precedentes para coletar dados de consumidores. “À medida que assistimos à televisão, a televisão nos observa”, e “na maioria desses casos, os espectadores não têm conhecimento algum de quais informações estão sendo coletadas ou como são usadas”, ressalta o documento.

O relatório cita a Amazon, LG, Tubi (empresa de streaming gratuito), Samsung e NBCUniversal, entre outras, como empresas que adotaram práticas invasivas de coletas de dados para aumentar lucros.

Para funcionar, essas empresas ainda impõem termos de uso e serviço considerados até enganosos.

Antes mesmo de investigado ou regulado, esse mercado começa a se aproveitar das funcionalidades da inteligência artificial para personalizar ainda mais seus anúncios.

“A funcionalidade de IA já está integrada em smart TVs e dispositivos de streaming como um recurso do sistema ACR [Reconhecimento Automático de Conteúdo], que ajuda os anunciantes a monitorar os espectadores”, afirma o relatório.

Por fim, o relatório pede que essas práticas sejam devidamente reguladas e as empresas envolvidas na vigilância massiva de consumidores sejam investigadas, por possíveis práticas monopolistas e anticompetitivas.

“Instituir políticas para televisão conectada não será fácil, especialmente depois que a indústria digital foi autorizada a operar e crescer sem restrições e sem controle por décadas. Os sistemas e relacionamentos que permitem a coleta contínua de dados e seu uso estão profundamente enraizados”, conclui o documento.

Fonte: R7

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