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Suspeitas varridas para debaixo do tapete do país sem respeito

Foto: Reprodução

A política comporta certa dose de hipocrisia. Mas não há democracia que resista quando suspeitas graves são varridas para baixo do tapete, e os poderes da República aceitam passivamente.

Dia desses, o general da reserva Hamilton Mourão publicou um Twitter com as suspeitas sobre o governo da Venezuela (por conta própria disse que o presidente não foi eleito) e a convicção de que o governo brasileiro era diferente.


Como é que convive com a democracia, e com o pudor público, tendo um presidente da República sob permanente suspeita e as instituições da República inertes? É desmoralizante, general Mourão.

Confira os mistérios pós-carnaval

• A perícia nos 13 celulares do miliciano Adriano da Nóbrega, morto na Bahia. Essencial para reconstituir seus últimos contatos.
• A perícia, pela Polícia Federal, nas balas que mataram Marielle Franco. A identificação dos lotes das balas é essencial para mapear a sua origem.
• A perícia, pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, dos HDs do sistema de telefonia do condomínio de Jair Bolsonaro.
• As investigações sobre a presença de Carlos Bolsonaro no condomínio, no mesmo momento em que os assassinos de Marielle se reuniam para planejar o crime.
• Os laudos das empresas de telefonia sobre as ligações desses celulares.
• A condução coercitiva e a proposta de delação premiada para Fabrício Queiroz, o elo dos Bolsonaro com as milícias.
• O interrogatório de Ronnie Lessa, o provável assassino de Marielle Franco, e de Élcio Queiroz, que conduziu Ronnie até o local.
• O fim do inquérito sobre as rachadinhas de Flávio Bolsonaro.
Além disso, persistem os seguintes mistérios, não correlatos:
• O inquérito sobre as drogas apreendidas no avião presidencial.
• O caso do advogado recém formado que se tornou o preferido nos acordos milionários de delação subordinados ao juiz Marcelo Bretas.
• Os inquéritos envolvendo o advogado de delação da Lava Jato, Figueiredo Bastos, e as suspeitas sobre procuradores do Paraná.
• As acusações, com provas, do advogado Tacla Duran contra procuradores da Lava Jato e amigos do juiz Sérgio Moro.

Fonte: GGN

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