
Uma denúncia apresentada pela vereadora de Americana (SP), Professora Juliana (PT), aponta possíveis conflitos entre interesses privados e a administração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Segundo a parlamentar, Matheus Ferreira de Freitas e Letícia Freitas, filhos do governador, mantêm uma empresa especializada em restituição de impostos cujo endereço cadastral seria o Palácio dos Bandeirantes, sede oficial do governo paulista.
O caso levanta dúvidas sobre as circunstâncias desse registro e exige esclarecimentos da administração estadual. A deputada também questiona a política de incentivos fiscais do governo Tarcísio.
De acordo com ela, as renúncias tributárias mais que dobraram nos últimos quatro anos, chegando a R$ 85 bilhões em um único exercício. A parlamentar ainda menciona a existência de um chamado “orçamento paralelo”, em referência à falta de transparência na concessão desses benefícios.
“ A relação é, no mínimo, questionável porque quem governa o Estado é o pai dos empresários e é o governo estadual que cuida da restituição de impostos e da concessão de benefícios fiscais”, comentou a vereadora, que aproveitou para questionar se o caso envolvesse o filho do presidente Lula também seria “abafado”.
A denúncia também faz referência à Operação Ícaro, que apura possíveis fraudes relacionadas a créditos de ICMS. Embora as investigações não representem, por si só, comprovação de responsabilidade individual, o caso reforça a necessidade de fiscalização e transparência na administração dos recursos públicos.
Para a APEOESP Bauru, o debate envolve ainda as prioridades do governo estadual. Enquanto profissionais da educação cobram salários dignos, melhores condições de trabalho e investimentos nas escolas, a gestão frequentemente aponta limitações orçamentárias.
A APEOESP Bauru defende que o governo apresente esclarecimentos sobre as denúncias, disponibilize os dados relativos às renúncias fiscais e preste contas à sociedade. Para a entidade, não é aceitável que faltem recursos para a educação pública enquanto decisões envolvendo bilhões de reais em benefícios tributários permanecem sob questionamento.




