
Trabalhadores responsáveis pela entrega de produtos da Coca-Cola paralisaram as atividades nesta quinta-feira (17), em protesto contra as condições de trabalho enfrentadas durante as rotas de distribuição.
Em vídeo encaminhado à imprensa, o presidente do Sindicato dos Transportes de Cargas, Carlos Gonzaga, afirma que a empresa estaria determinando a saída de caminhões com apenas um ajudante, mesmo em carregamentos que ultrapassariam 200 notas fiscais por viagem.
Os trabalhadores também apontam problemas na estrutura interna disponibilizada aos funcionários, incluindo a falta de copos descartáveis no refeitório, além de denúncias de suposto assédio moral praticado por encarregados.
“A empresa está tentando obrigar os trabalhadores a saírem com um ajudante em um caminhão com mais de 200 notas. As coisas estão muito difíceis para eles lá dentro”, afirmou Carlos Gonzaga.
Segundo membros do Sindicargas, a paralisação foi organizada com a participação da diretoria da categoria e deverá continuar até que a empresa abra negociação e apresente soluções para as reivindicações.
Segue nota oficial da empresa:
A Solar Coca-Cola informa que, após uma interrupção na saída dos caminhões na manhã desta sexta-feira (18), o fluxo foi normalizado e os veículos da unidade de Manaus (AM) voltaram a seguir para as rotas de distribuição.
Na quinta-feira, a companhia realizou reunião de mediação com representantes do Sindicargas. A pauta de reivindicações foi recebida e está sob análise da empresa.
A Solar reforça seu compromisso com o diálogo, com o cumprimento da legislação trabalhista, das normas de saúde e segurança e com a manutenção de um ambiente de trabalho pautado pelo respeito e pelo bem-estar de seus colaboradores. A companhia dispõe ainda de um Canal de Ética independente e confidencial, disponível a todos os colaboradores.




