
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou, neste domingo (25), a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após denúncias de retenção de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Até a última atualização, não havia confirmação da prisão.
A decisão também exige a liberação de 100% da frota, com frequência de dias úteis e transporte gratuito até o fim da votação e durante o retorno dos eleitores.
Justiça aponta descumprimento de ordem
A medida atende a uma representação da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que denunciou a redução da frota e dificuldades de acesso aos locais de votação. Vídeos, fotografias e uma vistoria judicial indicaram ônibus parados em garagens.
O Procon-BA identificou 252 veículos aptos a circular, mas estacionados em três garagens. O número difere dos 75 ônibus cuja retenção foi reconhecida pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil).
Prefeitura contesta acusações
Bruno Reis atribuiu a retenção à presença de adesivos partidários nos veículos e afirmou que determinou a liberação da frota. A federação contesta a justificativa e acusa a gestão municipal de dificultar o deslocamento dos eleitores.
O TRE-BA estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento, conforme as responsabilidades definidas na decisão, e determinou que a Polícia Federal fiscalize as garagens.
Secretário estaria fora do país
Segundo a Folha de S.Paulo, Pablo Souza estaria em Paris, na França, em agenda oficial. A federação também pediu providências contra o prefeito, mas, até a última atualização, a ordem de prisão confirmada pelo tribunal era apenas contra o secretário.




