
A candidato Flávio Bolsonaro prometeu dizer de onde foi o dinheiro do filme sobre o seu pai. Passados três meses, ainda falta a resposta
Em maio, Flávio Bolsonaro prometeu publicamente mostrar de onde veio o dinheiro que pagou o filme sobre o pai dele, o “Dark Horse”. Prometeu isso com prazo: 30 dias. Já se passaram três meses e as informações principais continuam sem aparecer.
A promessa do Flávio
Cercado de aliados, Flávio disse: “Que eles se organizassem para fazer uma prestação de contas a todo mundo das despesas que foram feitas em função desse investimento do filme, de forma transparente, em até 30 dias.” Foi ele quem se comprometeu com essa transparência, não foi imposição de ninguém.
Pedindo dinheiro
Mensagens mostradas nas redes sociais e na imprensa nacional, apontam Flávio pedindo dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, segundo ele, para pagar a produção do filme.
Foram R$ 134 milhões negociados, dos quais R$ 61 milhões já foram repassados para o tal filme. O dinheiro passou por uma empresa e depois foi parar num fundo nos Estados Unidos, ligado a um advogado próximo da família Bolsonaro. Por causa disso, a Polícia Federal abriu investigação.
A verdade continua escondida
A produtora do filme apresentou um documento dizendo quanto custou no total. Só que esse papel não foi divulgado ao público, foi entregue só pra Polícia Civil, dentro de outra investigação. E o mais importante ainda falta: quem são os investidores, os contratos, os recibos, pra onde foi cada centavo. É exatamente isso que Flávio tinha prometido mostrar.
Flávio se escondendo
Quando perguntaram se ele mudou de ideia sobre mostrar o contrato da montanha de dinheiro para bancar o ‘pastelão’ sobre o ex-presidente condenado e preso por tentativa de golpe de estado, Flavio Bolsonaro respondeu: “Vocês vão parar no tempo? […] Hoje o governo Lula que deve explicações, vão cobrar explicações dele.” Ou seja: em vez de cumprir a promessa, ele mudou de assunto.
Não existe transparência
Se o candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro, estivesse preocupado com transparência, com prazo marcado e não cumpriu, como é que ele iria lidar com dinheiro público se fosse eleito? Se não tem palavra na campanha eleitoral e nem compromisso com a verdade, certamente não estará preocupado com lisura e transparência na administração do erário.




