
O avanço dos democratas no Congresso dos Estados Unidos é visto pelo governo Lula como uma oportunidade para conter iniciativas de Donald Trump contra o Brasil e reduzir a pressão política sobre o país. A avaliação no Planalto é que a nova correlação de forças em Washington poderá impor limites à agenda do presidente americano e favorecer uma relação bilateral mais equilibrada.
Segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil, a expectativa é que a nova composição do Senado e da Câmara dos Representantes aumente a pressão sobre Trump, especialmente em temas comerciais e de política externa. Entre as possíveis consequências está a resistência a medidas protecionistas, como as tarifas impostas a produtos de outros países.
O governo brasileiro também vê a mudança como uma oportunidade para conter iniciativas contra autoridades nacionais. Uma delas é o projeto apresentado pela deputada republicana Maria Elvira Salazar, aliada de Eduardo Bolsonaro, que prevê impedir a entrada ou deportar estrangeiros acusados de violar a liberdade de expressão.
A nova configuração política americana também pode abrir caminhos para a cooperação em investigações internacionais conduzidas pela Polícia Federal. Nesse cenário, o governo aposta em maior aproximação com autoridades estaduais e parlamentares democratas.
A avaliação de interlocutores do presidente é que o aumento da pressão interna poderá levar Trump a adotar uma postura mais pragmática nas relações internacionais. Lula, porém, não pretende se pronunciar publicamente sobre o resultado das eleições de meio de mandato.




