
Comparecimento às urnas será considerado pelo Instituto no processo de comprovação de vida de aposentados, pensionistas e beneficiários assistenciais
Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem às urnas nas eleições poderão ter a Prova de Vida registrada automaticamente. A confirmação foi feita pelo Ministério da Previdência Social nesta sexta-feira (18), com base no cruzamento de informações entre o Instituto e os dados eleitorais.
Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, o cidadão que votar terá o registro utilizado pelo INSS para comprovar que está vivo. “Se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, afirmou.
Atualmente, cerca de 40 milhões de beneficiários ativos estão sujeitos ao processo anual de Prova de Vida, incluindo aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios assistenciais. A utilização dos dados eleitorais busca evitar que os segurados precisem realizar procedimentos presenciais, especialmente idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.
Como funciona
A Prova de Vida deixou de depender exclusivamente da iniciativa do beneficiário. Desde a mudança nas regras, o próprio INSS realiza o cruzamento de informações disponíveis em diferentes bases de dados para verificar se o titular do benefício continua vivo.
A votação nas eleições está entre os registros aceitos pelo Instituto. A Portaria PRES/INSS nº 1.408/2022 já estabelece o comparecimento às urnas como um dos critérios válidos para a comprovação de vida.
Dessa forma, quem votar não precisa realizar outro procedimento de Prova de Vida apenas para registrar o comparecimento eleitoral. O dado é enviado ao INSS e utilizado no processamento automático.
Sistema também cruza outras informações
Quem não votar não perde automaticamente o benefício nem precisa fazer uma Prova de Vida imediatamente. O INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que cruza diferentes fontes de informação para encontrar registros que confirmem a existência do beneficiário.
Entre os dados utilizados estão registros de documentos, atendimentos, acesso ao Meu INSS, atualizações no CadÚnico e outros eventos registrados em bases governamentais. O segurado é chamado a regularizar a situação somente quando o Instituto não encontra registros suficientes para confirmar a Prova de Vida.
A participação dos dados eleitorais já teve impacto no processo. Em 2024, registros eleitorais foram identificados para mais de 20,9 milhões de beneficiários, contribuindo para a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.
Atenção a golpes
O INSS alerta que a Prova de Vida é realizada, prioritariamente, de forma automática. Beneficiários que precisarem regularizar a situação devem utilizar os canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS ou a Central 135.
O Instituto também alerta para mensagens falsas que solicitam dados pessoais, senhas ou pagamentos para supostamente regularizar a Prova de Vida.




