
O Governo do Brasil lançou, neste domingo (3), uma campanha nacional em defesa do fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um. A proposta prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte de salário, e busca ampliar o tempo livre da população para convivência familiar, lazer e descanso.
A iniciativa pode impactar diretamente cerca de 37 milhões de trabalhadores em todo o país. Além de melhorar a qualidade de vida, a medida também é vista como estratégica para a economia, ao alinhar produtividade com bem-estar e inclusão social.
O novo modelo mantém a jornada diária de até oito horas, mas garante dois dias consecutivos de descanso por semana, preferencialmente aos sábados e domingos. A definição desses dias poderá ser ajustada por meio de negociações coletivas, respeitando as características de cada setor.
Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um direito”, a campanha será divulgada em diversos meios, incluindo televisão, rádio, internet e imprensa internacional. O objetivo é sensibilizar trabalhadores e empregadores sobre a importância de equilibrar trabalho e vida pessoal.
A proposta também já foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei com urgência constitucional para reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de assegurar dois dias de descanso remunerado e impedir qualquer redução salarial.
Dados do Ministério do Trabalho indicam que milhões de brasileiros ainda enfrentam jornadas extensas, muitas vezes sem remuneração adequada por horas extras. A expectativa é que a mudança contribua para reduzir problemas de saúde relacionados ao trabalho, como estresse e burnout, além de diminuir desigualdades no mercado.
Experiências internacionais mostram que a redução da jornada pode trazer benefícios tanto para trabalhadores quanto para empresas, incluindo aumento da produtividade, melhoria no ambiente de trabalho e redução da rotatividade.
Com a proposta, o Brasil se aproxima de países que já adotam jornadas mais curtas, acompanhando uma tendência global de valorização do equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
O que a medida muda na prática:
| Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas; |
| Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado |
| Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas; |
| Salário protegido: vedada qualquer redução salarial; |
| Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais; |
| Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados; |
| Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36h por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana. |




