
Faltam 100 dias para a COP30, que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro em Belém (PA). Primeira vez no Brasil e na Amazônia, o evento deve reunir cerca de 50 mil participantes, desafiando a infraestrutura local.
A principal preocupação é a hospedagem. Com oferta limitada, preços dispararam — alguns imóveis chegam a R$ 2,2 milhões por 11 noites. Hotéis cobram até 15 vezes mais que o normal, levando países a pedirem mudança de sede.
A exclusão de delegações do Sul Global, povos indígenas e jovens ativistas preocupa, indo contra os princípios da COP.
Resposta oficial
O governo descarta mudar o local e garante que todas as decisões ocorrerão em Belém. Reunião com a ONU em 11 de agosto discutirá hospedagem, transporte, segurança e alimentação.
Há um plano de hospedagem que prioriza delegações de países mais pobres (LDCs e PEIDs), com diárias subsidiadas entre US$ 100 e US$ 200. Outros países terão acesso a pacotes entre US$ 220 e US$ 600. O governo também negocia com hotéis e plataformas para conter os preços.
Medidas adicionais incluem:
- Memorando com Booking.com e workshops sobre preços justos;
- Proposta de TAC (ainda voluntária);
- Reserva de 30 mil leitos, priorizando países em desenvolvimento;
- Contratação de três navios-cruzeiro com 6 mil leitos (US$ 100 a US$ 220/noite);
- Uso emergencial de escolas, motéis e barcos de turismo.
Belém possui cerca de 36 mil leitos, número insuficiente. Investimentos de R$ 4,5 bilhões estão sendo feitos em infraestrutura urbana e turística, com entrega prevista até setembro.
Fonte: R7




