
O acesso às ruínas de Paricatuba, em Iranduba (a 35 quilômetros de Manaus), está prejudicado. Isso porque a licitação pública realizada pela Prefeitura de Iranduba, na terça-feira (04/05), para contratar uma empresa para pavimentação fracassou.
O certamente não obteve proposta para as obras, com valor estimado em mais de R$ 1,1 milhão Os trabalhos devem ser realizados na via do ponto turístico mais famoso do município.

A sessão para contratação da empresa aconteceu no último dia 4, no Portal de Compras Públicas pelo agente de contratação Emerson Takeshi Tashiro Chirano, da Comissão Municipal de Contratação (CMC) de Iranduba. O processo durou apenas 11 segundos e foi finalizado com a indicação de que “não foram apresentadas propostas para o processo, que foi portanto considerado deserto”.
O cenário poderia ser diferente com a habitual dispensa de licitação da gestão do prefeito Augusto Ferraz (União Brasil) para escolher uma empresa diretamente. O Poder Executivo Municipal fez uma série de exigências listadas em um pacote de documentos, que incluem projeto básico, estudo técnico preliminar, planilhas orçamentárias, cronograma físico-financeiro, memorial descritivo, especificações técnicas e até a relação de equipamentos mínimos. Para algumas empresas, esse nível de detalhamento significa custos mais altos ou maior complexidade na preparação da proposta.

Dificuldades
De acordo com o Estudo Técnico Preliminar nº 006/2026, elaborado para embasar o processo licitatório, a via de acesso às Ruínas de Paricatuba apresenta condições precárias de trafegabilidade, o que dificulta o deslocamento de moradores, prestadores de serviços e visitantes. O documento aponta ainda que a pavimentação da estrada pode contribuir para o fortalecimento do turismo na região, além de favorecer a conservação do patrimônio histórico.
No ano anterior, as Ruínas de Paricatuba, remanescentes do período do ciclo da borracha no Amazonas, passaram por intervenções emergenciais, como cercamento e escoramento provisório, diante do risco iminente de desabamento. As medidas foram adotadas após recomendação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com base em vistoria técnica que identificou o avançado estado de deterioração do sítio arqueológico.




