TCEAM
Início Brasil Apostadores têm até segunda-feira para retirar R$ 1,45 bilhão das bets

Apostadores têm até segunda-feira para retirar R$ 1,45 bilhão das bets

Imagem Ilustrativa

O volume de recursos de apostadores que permanece nas plataformas de bets caiu 30,99% desde 26 de setembro, uma redução de R$ 652,6 milhões. Ainda há, no entanto, R$ 1,453 bilhão sob acompanhamento para resgate, distribuído entre 28,65 milhões de CPFs com saldo positivo, segundo dados atualizados do Ministério da Fazenda.

O Governo Federal reforça a orientação para que os apostadores retirem voluntariamente os valores até as 23h59 da próxima segunda-feira, 5 de outubro. O prazo foi estabelecido no processo de encerramento das operações determinado pela Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país.


Quem ainda tiver dinheiro nas plataformas deve, portanto, solicitar o resgate o quanto antes. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos deixam de operar. Entre 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar às instituições financeiras os saldos que ainda não tiverem sido retirados, discriminados por CPF. De 9 a 14 de outubro, caberá aos bancos providenciar a devolução desses valores. Caso haja algum impedimento para a restituição, a partir do dia 14 os recursos serão transferidos à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pela devolução aos apostadores.

COMBATE ÀS BETS ILEGAIS AVANÇA – Paralelamente ao processo de devolução dos recursos, o Governo Federal ampliou as ações de fiscalização e retirada de operações ilegais do ambiente digital. Entre 25 de setembro e 1º de outubro, 10.435 sites ilegais foram encaminhados para bloqueio pelo Ciberlab/Senasp, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda.

Nas redes sociais e aplicativos de mensagens, foram identificadas 3.040 páginas, perfis, canais, grupos e servidores para os quais foi solicitada remoção às plataformas. O levantamento inclui 1.974 páginas no Facebook, 375 perfis no Instagram, 605 canais, grupos e perfis no Telegram, 85 perfis no TikTok e um servidor no Discord. Somente no Telegram, Discord e TikTok, esses conteúdos alcançavam cerca de 3,46 milhões de usuários, membros ou seguidores.

Além disso, 186 aplicativos disponíveis nas lojas da Apple e do Google foram notificados para retirada até 6 de outubro. Oito grandes plataformas — Google, Meta, YouTube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord — também foram notificadas sobre a retirada da publicidade relacionada às bets.

ESTRUTURA DE FISCALIZAÇÃO É REFORÇADA – O Governo Federal também reforçou a estrutura permanente de fiscalização. Publicado nesta quinta-feira (1º), o Decreto nº 13.131/2026 amplia as atribuições e a capacidade operacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública para executar as competências previstas na MP que proibiu as bets.

O decreto fortalece a atuação do MJSP no ambiente digital. Entre as atribuições estão acompanhar os sistemas e as políticas adotados pelas plataformas, requisitar informações e analisar relatórios de transparência, notificar provedores e lojas de aplicativos para retirar conteúdos, produtos e serviços ilegais, além de instaurar processos administrativos sancionadores e aplicar as penalidades previstas.

A nova estrutura também cria, na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Departamento de Fiscalização e Prevenção de Danos ao Consumidor, responsável por planejar e executar ações de fiscalização e de prevenção e repressão a práticas que violem as normas de defesa do consumidor. Caberá ainda ao departamento consolidar evidências para subsidiar averiguações, processos administrativos, medidas cautelares e outras providências da Secretaria.

A Polícia Federal (PF) também passa a contar com uma unidade central permanente para atacar o dinheiro do crime: a Coordenação-Geral de Repressão à Lavagem de Dinheiro e Recuperação de Ativos (CGLA), vinculada à diretoria de combate ao crime organizado e à corrupção. O combate à lavagem de dinheiro e a asfixia financeira são dois dos pilares do programa Brasil Contra o Crime Organizado. A CGLA reúne, sob um só comando, quatro frentes que hoje estão dispersas: repressão à lavagem de dinheiro, inteligência financeira, investigação patrimonial e recuperação de bens.

Na prática, a mesma unidade acompanha o caso desde o rastreamento do dinheiro até o bloqueio, a apreensão e a destinação dos bens. A estrutura terá divisões próprias para apostas ilegais e para manipulação de resultados esportivos, o que reforça a capacidade de seguir o dinheiro das bets, inclusive nos casos em que os recursos possam ser usados por organizações criminosas. Também cobre a lavagem com criptomoedas e outros ativos virtuais. O objetivo é asfixiar financeiramente as facções.

Para reforçar essa capacidade, o decreto remanejou 46 Cargos Comissionados Executivos (CCE) e Funções Comissionadas Executivas (FCE) para o MJSP.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Artigo anteriorDavid e Omar vão ao segundo turno das eleições para o governo do Amazonas, aponta a última pesquisa Phoenix

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Correio da Amazônia
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.