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Assembleia Nacional aprova entrada de ajuda humanitária na Venezuela

Foto: Divulgação

A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição ao governo de Nicolás Maduro, aprovou nesta terça-feira (5) a entrada do primeiro lote de ajuda humanitária no país.

A decisão foi anunciada durante coletiva de imprensa pelo deputado Miguel Pizarro, presidente da Comissão Especial de Acompanhamento da Ajuda Humanitária. “O Legislativo é um ente de coordenação e de acompanhamento dessas doações de remédios e alimentos”, disse.


A ideia da oposição é de que os suprimentos sejam entregues primeiramente à ONGs, para que em seguida elas façam a distribuição da ajuda aos cidadãos venezuelanos. Segundo o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, “a ajuda humanitária não é uma esmola. É uma necessidade urgente do nosso país, de centenas de milhares de venezuelanos que não têm o que comer, não têm medicamentos”.

A decisão se opõe a Maduro, que afirmou que não aceitaria a entrada de ajuda porque seria um pretexto para uma intervenção militar dos Estados Unidos. Durante discurso ontem (5), o líder chavista definiu como “falsa” as ajudas humanitárias ofertadas por diversos países, como os EUA e Colômbia, e ressaltou que seu país “não é mendigo”.
“Nós não somos mendigos de ninguém, podemos fazer isso com o esforço, o trabalho, a capacidade produtiva, ou você quer transformar o nosso país em uma colônia de escravos e mendigos?”, acrescentou Maduro.

Foto: Divulgação

Guaidó, por sua vez, explicou que o primeiro lote de ajuda humanitária foi adquirido por empresas com capital venezuelano no exterior e por meio de verba dos governos colombianos e norte-americano. Além disso, ainda falta utilizar os recursos doados pelo Canadá e Alemanha. A expectativa é de que todos os suprimentos, como remédios e alimentos, sejam armazenados em três abrigos.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse nessa terça-feira (5) que o governo de Jair Bolsonaro está avaliando maneiras para enviar ajuda humanitária à Venezuela, mas tem descartado a possibilidade de utilizar tropas americanas para viabilizar a ação. A afirmação foi dada durante encontro com o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, em Washington.

Fonte: Notícias ao Minuto

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