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Ativistas pró-Maduro são presos em embaixada da Venezuela nos EUA

Agentes federais na embaixada da Venezuela — Foto: Jose Luis Magana/APF

Os últimos quatro ativistas favoráveis ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que estavam na embaixada do país em Washington foram presos por agentes federais nesta quinta-feira (16), informaram o jornal “The Washington Post” e a agência de notícias EFE. Eles ocupavam o prédio há cerca de um mês para impedir a entrada da equipe indicada por Juan Guaidó – reconhecido pelos EUA como presidente venezuelano interino.

O Serviço Secreto dos EUA, que é responsável pela proteção das entidades diplomáticas estrangeiras, confirmou na quinta-feira que os agentes executaram mandados de prisão contra “indivíduos que estavam dentro da Embaixada da Venezuela”, dizem a EFE e a Reuters.


Grupos contrários às prisões alegaram que elas violam a Convenção de Viena, estabelecida em 1961. O artigo 22 da convenção diz que “as premissas da missão diplomática são invioláveis. Os agentes do Estado receptor não podem entrar nelas, exceto com o consentimento do chefe da missão”.

Por outro lado, como o governo de Donald Trump reconhece Guaidó, e não Maduro, como presidente, os americanos poderiam tomar alguma medida para entregar o prédio ao grupo indicado pelo oposicionista.

Uma porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que o governo de Guaidó pediu ajuda aos americanos para tirar os manifestantes da embaixada, afirma a Reuters.

Foto: Divulgação

“O governo da Venezuela, liderado pelo presidente interino Juan Guaidó, pediu aos invasores que deixassem o local”, declarou a porta-voz. Nem o Departamento de Estado nem o Serviço Secreto revelaram as acusações contra os manifestantes.

Mais cedo, o enviado de Guaidó para os Estados Unidos, Carlos Vecchio, escreveu no Twitter que “obrigado ao governo dos Estados Unidos, Departamento de Estado e forças de segurança para fazer cumprir as leis e tratados internacionais. Seguimos avançando”, disse.

O próprio Guaidó retuitou outra mensagem de Vecchio e e acrescentou que “começa o processo de recuperação de nossas sedes diplomáticas no mundo. Obrigado à nossa diáspora por exercer soberania e recuperar a nossa embaixada em Washington, disse o autoproclamado presidente interino.

Muitos seguidores de Guaidó se reuniram nas proximidades com bandeiras da Venezuela e cartazes.

A eletricidade da embaixada já havia sido cortada no dia 8 de maio, para tentar forçar a saída dos ativistas. Além disso, venezuelanos moradores de Washington impediam que os manifestantes pró-Maduro entrassem com mantimentos. No auge da ocupação do prédio, cerca de 50 pessoas de três grupos estavam no local, de acordo com Medea Benjamin, co-fundadora da Code Pink, uma das entidades envolvidas.

Fonte: G1

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