
Lideranças políticas durante o ato da Federação União Progressista em Manaus; debandada na Assembleia Legislativa marca o fortalecimento de palanques de oposição
A Federação União Progressista anunciou, nesta quinta-feira (02/04), o quadro de pré-candidatos para as eleições deste ano, reconfigurando as forças que isolam o governador Wilson Lima (União Brasil).
O ato político evidenciou o esvaziamento e a inexpressividade da base governista na Assembleia Legislativa (Aleam), com deputados migrando para os palanques de Omar Aziz (PSD), de Maria do Carmo (PL) e do ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que desponta como forte candidato ao governo.
Principal derrotado
O cenário é reflexo direto do resultado das eleições municipais de 2024, quando o União Brasil figurou como o principal derrotado no Estado. O candidato do governador, o deputado estadual Roberto Cidade, encerrou a disputa pela prefeitura da capital em quarto lugar, um desempenho que expôs a fragilidade do grupo político de Lima em seu principal reduto eleitoral.
Pior gestor nacional
Diante da alta rejeição popular, agravada por ter sido apontado por dois anos consecutivos como o pior gestor do país em rankings nacionais, Wilson Lima desistiu de concorrer ao Senado.
A decisão rompe uma tradição política no Amazonas mantida desde a redemocratização, na qual chefes do Executivo estadual deixam o cargo para disputar a Câmara Alta com favoritismo.
O anúncio desta quinta-feira confirmou a perda de capilaridade política do governador entre os parlamentares estaduais. Lideranças que antes integravam sua sustentação na Aleam agora alinham-se aos projetos majoritários de Aziz, Maria do Carmo e David Almeida.
A movimentação indica que o atual governo entrará no processo sucessório com baixa capacidade de influência e sob o desgaste de investigações em áreas críticas como saúde e infraestrutura.
Base fragmentada
Para analistas políticos, a antecipação das alianças em torno de nomes da oposição e de dissidentes da base mostra que o “palanque do governador” deixou de ser o epicentro das decisões no estado.
A fragmentação da base aliada sugere uma eleição polarizada entre grupos que buscam se distanciar da atual gestão estadual.




