Biden autoriza fechamento temporário de fronteira e deportação de imigrantes

Foto: SERGIO FLORES / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou novas normas para restringir a entrada de imigrantes na fronteira com o México. Uma das medidas permite o fechamento temporário da fronteira, e outra autoriza a expulsão imediata de pessoas que cruzarem a fronteira ilegalmente, sem considerar seus pedidos de asilo. Esta ação, a mais severa de sua administração até agora, visa atrair eleitores insatisfeitos com o aumento de imigrantes. As medidas foram implementadas através de uma ordem executiva, que só pode ser contestada judicialmente. Anteriormente, Biden havia reaberto as fronteiras com o México e congelado as deportações.


A ordem determina que:

  • Imigrantes que entrem ilegalmente serão expulsos — atualmente, quem chega de forma irregular nos EUA pode solicitar o visto de asilo e refúgio e obtê-lo se provar alguma perseguição ou fuga de uma situação de conflito;
  • Essa expulsão pode ser uma deportação de volta ao México ou até ao país de origem do imigrante;
  • A deportação também pode ocorrer dentro de dias ou até horas;
  • As fronteiras serão fechadas todas as vezes que a entrada de pessoas ultrapassar um limite diário de 2.500 pessoas — número que tem sido constantemente ultrapassado. No último domingo (2), cerca de 3.500 pessoas entraram no país pela fronteira com o México, segundo autoridades locais.

O governo dos EUA anunciou medidas para restringir a entrada ilegal de imigrantes, permitindo a expulsão imediata e impedindo a espera por asilo dentro do país. Essas ações serão ativadas em resposta a picos de chegadas na fronteira sul que excedam a capacidade de recepção. Grupos como a União pelas Liberdades Civis dos Americanos planejam contestar judicialmente a ordem executiva.

Biden aguardou resultados eleitorais no México antes de assinar a ordem. Esta é sua segunda tentativa de regular a entrada de imigrantes, após um acordo bipartidário ter falhado. O presidente defende a necessidade de mais recursos e apoio do Congresso, acusando os republicanos de priorizarem a política partidária sobre a segurança nacional. O contexto político inclui a percepção pública sobre a imigração e as eleições próximas nos EUA.

Fonte: g1/Mundo

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