Bolsonarista Sara Winter ‘pediu para ser presa’ ao ameaçar Moraes

Procurador diz que Sara Winter "pediu para ser presa" – foto: arquivo/montagem

Desde a deflagração da operação da Polícia Federal, ontem (27), contra suspeitos de espalhar fake news, a bolsonarista Sara Winter tornou-se um dos principais focos de atenção devido a sua alta agressividade a membro da Suprema Corte Brasileira.

Depois de ter equipamentos eletrônicos apreendidos, Winter foi às redes com críticas em tom de ameaça ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou a operação. Para o procurador Vladimir Aras, o vídeo gravado por ela pode levá-la à prisão.

“As reações a ilegalidades têm de observar os limites da lei. Com tais declarações, esta investigada pediu para ser presa. Situação do artigo 312 do CPP, para prisão preventiva”, escreveu, no Twitter, Aras, que é membro do Ministério Público Federal (MPF), integrante da Procuradoria Regional da República da 1ª Região.

O artigo 312 do Código de Processo Penal, citado por Aras, diz: “A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”.

“Pior decisão da sua vida”

No vídeo, Sara diz que desejaria “trocar soco” com Moraes e afirma que o ministro “nunca mais vai ter paz na vida”. “Você me aguarde, senhor Alexandre de Moraes. Nunca mais vai ter paz na sua vida. A gente vai infernizar sua vida, vamos descobrir os lugares que o senhor frequenta, a gente vai descobrir quem são as empregadas domésticas que trabalham para o senhor… A gente vai descobrir tudo da sua vida até o senhor pedir para sair. Hoje o senhor tomou a pior decisão da sua vida”, disse.

E aqui Sara Winter, militante (e miliciana) bolsonarista, ameaça explicitamente um ministro da suprema corte do Brasil. Ameça perseguir, “infernizar” e até mesmo “trocar soco” com Alexandre de Moraes, ministro do Supremo. Ela teve celulares e computadores apreendidos hoje. pic.twitter.com/ZF5t3fxPR0

Sara Winter mora em Brasília e é uma das lideranças do grupo autointitulado “300 do Brasil”, que acampou em frente ao STF.

O grupo já foi chamado de “milícia armada” pelo Ministério Público do Distirto Federal e Territórios, que recomnedou ao Governo do Distrito Federal a proibição de o grupo continuar se reunindo no local.

Do Correio Brasiliense

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