
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, sob a presidência do senador Renan Calheiros (MDB-AL), formalizou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar as apurações envolvendo o Banco Master. A iniciativa visa garantir a transparência e fiscalizar os processos, buscando resguardar a estabilidade do sistema financeiro nacional.
O aporte de R$ 50 milhões realizado na compra de Letras Financeiras do Banco Master e retirados exclusivamente da conta do Poder Executivo do Amazonas, ou seja, diretamente dos recursos sob gestão do governador Wilson Lima (União Brasil), estarão no radar da CPMI que vai apurar desvio de verbas públicas e responsabilidades no caso Banco Master.
Certamente, as investigações vão ampliar a pressão sobre o governador Wilson Lima, uma vez que o montante bilionário da previdência estadual é dividido em contas segregadas, e que agrava ainda mais, com a responsabilidade do anus que recai sobre o caixa que sustenta a maior parte do funcionalismo público estadual.
O líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM), membro da CAE, é um dos integrantes deste grupo, reforçando o compromisso do Senado com a supervisão econômica. A ação de Calheiros e a participação de Braga visam aprofundar a análise da situação.
Adicionalmente, o senador Eduardo Braga já havia subscrito a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.
A CPMI já possui as assinaturas necessárias e aguarda apenas a deliberação do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para ser instaurada na retomada do ano legislativo, complementando o trabalho do grupo da CAE.
TJAM no caso
A gravidade do caso levou o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Jomar Fernandes, a criar um Grupo de Trabalho (GT) específico para auditar as movimentações financeiras da Amazonaprev junto ao Banco Master. O objetivo é verificar se houve negligência na análise de risco antes da aplicação dos recursos.




