Brasil já foi amedrontado por outros ‘serial killer’ perigosos igual ao Lázaro

Lázaro: mais de 500 policiais, maior operação policial em Goiás e 12 dias depois, ninguém sabe onde o serial killer de Goiás está - foto: recorte/montagem

Caso Lázaro Barbosa reacende interesse por criminosos como Bandido da Luz Vermelha, Pedrinho Matador e outros …

A caçada por Lázaro Barbosa, o “serial killer de Goiás” que está sendo procurado há 12 dias por aproximadamente 500 policiais no Centro-Oeste do Brasil, reacendeu o interesse pelas motivações que movem assassinos em série.

Os serial killers, que matam com uma frequência determinada e geralmente usam os mesmos métodos, já tiveram destaque no noticiário e nas investigações policiais brasileiras. Alguns deles possuem até mesmo relação com Santa Catarina.

Um dos mais famosos criminosos atribuídos a esse perfil no país, conhecido como Bandido da Luz Vermelha, nasceu e morreu em Joinville.

No mês passado, o Estado assistiu à prisão de mais um criminoso apontado pela polícia como serial killer. José Tiago Correia Soroka, 33 anos, foi preso em Curitiba (PR) e é suspeito de matar pelo menos três homossexuais em Santa Catarina e no Paraná.

Bandido da Luz Vermelha foi solto em 1997, após passar 30 anos preso – foto: arquivo/Folhapress)

Confira abaixo detalhes de alguns serial killers com alguma relação com SC:

João Acácio Pereira da Costa ficou conhecido como Bandido da Luz Vermelha. Nascido em Joinville em 1942, ele foi morar em Santos (SP) ainda na adolescência, e passou a assaltar residências na capital São Paulo (SP). Costumava invadir as casas de madrugada, com um lenço no rosto e carregando uma lanterna de lente vermelha, o que lhe rendeu o apelido, dado em alusão a outro criminoso norte-americano chamado pela mesma alcunha.

Apesar de costumar ser tratado como serial killer, o Bandido da Luz Vermelha cometeu “apenas” quatro assassinatos, que teriam sido de vítimas que resistiram aos roubos. No entanto, respondeu a processo por outras sete tentativas de homicídio e mais de 70 assaltos.

A história do criminoso teve reflexos também na cultura, ao inspirar o filme O Bandido da Luz Vermelha, lançado em 1968 e dirigido pelo catarinense Rogério Sganzerla. A música Rubro Zorro, da banda Ira!, também faz alusão ao assaltante, que teve a biografia contada no livro “Famigerado! — A História de Luz Vermelha, o bandido que aterrorizou São Paulo”, escrito pelo jornalista Gonçalo Júnior.

Preso em 1967, o Bandido da Luz Vermelha ficou 30 anos preso em São Paulo. Após ser libertado, voltou para Joinville. Em janeiro de 1998, quatro meses depois de ser solto, foi morto por um tiro de espingarda em uma briga de bar com um pescador, na sua cidade natal.

Matador

O serial killer Pedrinho Matador é considerado o maior assassino em série do Brasil e foi condenado a mais de 400 anos de prisão por 71 mortes. Ele, no entanto, alega ter cometido mais de 100 assassinatos.

Pedrinho Matador foi preso em Camboriú, em 2011 – foto: Jornal de Santa Catarina)

Natural de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, Pedrinho Matador cometeu a maior parte dos homicídios na prisão, já que passou a maior parte da vida adulta detido. Entre as vítimas, muitos companheiros de cela e até mesmo seu pai. Costumava utilizar uma faca para cometer os crimes.

Em 2003, esteve para ser solto, já que a lei brasileira não permitia mais de 30 anos de reclusão, mas os crimes cometidos no cárcere estenderam a punição até 2007, quando enfim foi libertado. Em 2011, foi preso quando estava em uma casa em Camboriú, no Litoral de Santa Catarina, desta vez pelos crimes de motim e cárcere privado, ainda nos tempos de prisão.

Pedrinho Matador

Pedrinho Matador foi solto em 2018, com 64 anos, e tendo passado 42 deles preso. Na ocasião, se disse convertido ao cristianismo e arrependido dos crimes. Após sair da cadeia, ele criou um canal no YouTube em que comenta casos de crimes.

Ele publicou nesta quinta-feira (18) um vídeo em que fala sobre a situação de Lázaro Barbosa, o “serial killer de Goiás”, e disse que ele está “totalmente endemoniado” e associou o caso a questões religiosas e de magia negra.

José Tiago Correia Soroka, 33 anos, conhecido como Japa, é apontado pela polícia como serial killer suspeito de matar três homens homossexuais em Santa Catarina e no Paraná. Uma das vítimas foi o professor universitário Robson Paim em Abelardo Luz, no Oeste de SC.

POLÍCIA

Quem são as vítimas do serial killer que matou homossexuais em SC e no PR

Ele foi preso no dia 29 de maio deste ano, em Curitiba (PR), com a ajuda de uma pessoa que seria uma quarta vítima de José Tiago, mas que sobreviveu. Apesar de ser apontado pela polícia como assassino em série, o investigado diz que cometeu os crimes apenas para roubar.

José Tiago foi preso no final de maio e é apontado como autor de pelo menos três assassinados em SC e no PR – foto: Polícia Civil/PR)

No dia da prisão, a polícia informou que ele teria confessado todos os crimes e dado detalhes dos assassinatos. Segundo a investigação, o suspeito marcava encontro com homens em aplicativos de relacionamento e ia até a residência deles, onde sufocava a vítima e roubava os pertences. A investigação teve sequência para identificar se ele fez mais vítimas.

Adriano da Silva

Adriano Vicente da Silva foi acusado de matar pelo menos 12 meninos, com idades entre 8 e 13 anos, em cidades gaúchas como Passo Fundo, Soledade e Lagoa Vermelha. Os crimes ocorreram entre 2002 e 2003. Adriano passou a ser chamado de “serial killer de Passo Fundo”.

Adriano da Silva (de azul, ao centro), foi condenado a mais de 200 anos de prisão por crimes no RS – foto: MP-RS, reprodução

Ele foi preso em 2004 em Maximiliano de Almeida, já na divisa com Santa Catarina. Na ocasião, teria confessado a autoria dos 12 crimes. Atualmente, alega ter cometido apenas um.

Foi condenado a 263 anos de prisão por causa dos crimes e segue detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, no Rio Grande do Sul.

Outros assassinos em série do Brasil

Outros criminosos apontados como serial killers também ficaram conhecidos pelos crimes e também pela repercussão dos casos na imprensa nacional, ainda que sem relação com SC. Confira abaixo alguns deles:

Chico Picadinho

Francisco da Costa Rocha ficou conhecido como Chico Picadinho e foi condenado pelo assassinato de duas mulheres em 1966 e 1976. Nas duas vezes, os crimes ocorreram durante relação sexual e o criminoso esquartejou as vítimas.

Em 2019, foi solto após passar mais de 40 anos na prisão, mais do que o permitido pela legislação brasileira. Ele foi transferido para uma unidade de saúde mental, com acompanhamento psicológico.

Maníaco do Parque

Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, aterrorizou o país ao estuprar e matar ao menos sete mulheres e tentar violentar outras nove em 1998. Os crimes eram cometidos no Parque do Estado, na Zona Sul de São Paulo (SP), onde também foram encontrados os corpos das vítimas.

Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, estuprou e matou ao menos sete mulheres – foto: arquivo/Folhapress)

Na época dos crimes, trabalhava como motoboy e abordava as vítimas principalmente em estações de metrô, com promessas de trabalho.

Foi condenado a 268 anos de prisão por conta dos crimes, mas por conta do limite máximo de 30 anos de prisão, há expectativa de que possa ser solto a partir de 2028.

Vampiro de Niterói

Marcelo Costa de Andrade, conhecido como o Vampiro de Niterói, foi outro assassino em série brasileiro. É acusado de matar ao menos 14 crianças, com idades entre 6 e 13 anos. Os crimes ocorreram em um período de oito meses, em 1991.

Ele asfixiava as vítimas, estuprava e dizia beber o sangue das vítimas. Não foi condenado por ter sido considerado inimputável após exames psicológicos, mas desde 1992 o criminoso está internado em um hospital psiquiátrico. Em 2017, teve um pedido de soltura negado após a Justiça considerar que ele não tinha condições de reintegração social.

DC

 

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