
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançará oficialmente, na próxima quarta-feira (25), o caça supersônico F-39E Gripen, totalmente fabricado no Brasil. A aeronave é fruto de um acordo de transferência de tecnologia firmado em 2013 com a fabricante sueca Saab, que venceu a licitação para renovar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB).
A decisão de adquirir os 36 caças da Saab foi baseada na garantia de que a empresa compartilharia a tecnologia de fabricação com o Brasil, permitindo a produção em solo nacional e o desenvolvimento futuro de aeronaves brasileiras. O evento de lançamento ocorrerá no Aeródromo Embraer Unidade Gavião Peixoto, em São Paulo.
Um projeto construído com o Brasil
A escolha do Gripen superou ofertas da americana Boeing (F-18 Super Hornet) e da francesa Dassault (Rafale). Enquanto a Boeing ofereceu uma compensação financeira em caso de falha na transferência de tecnologia e a Dassault se recusou a ceder o código-fonte do Rafale, a Saab aceitou a exigência brasileira de transferência total de tecnologia.
Uma das críticas iniciais ao projeto era que o Gripen estaria em fase de desenvolvimento, diferentemente dos modelos concorrentes já testados. No entanto, esse ponto foi crucial para a efetiva transferência de conhecimento. Especialistas da indústria aeroespacial brasileira puderam participar ativamente do projeto e da construção da aeronave junto aos engenheiros suecos.
“O ponto-chave da escolha do Gripen é que ele ainda estava em desenvolvimento. Com isso, os engenheiros da FAB e de companhias brasileiras poderiam participar do projeto e da construção do avião com os suecos, tornando a transferência de tecnologia mais efetiva”, explicou o economista Marcos José Barbieri Ferreira, da Unicamp, em 2019.
Produção nacional e formação de talentos
Essa colaboração permitiu que a indústria brasileira desenvolvesse e produzisse partes significativas do F-39E, como a fuselagem dianteira e traseira, o cone de cauda, o sistema de frenagem e instrumentos da cabine de comando. Parte das 36 unidades adquiridas no lote original já foi fabricada no Brasil, validando a transferência tecnológica.
O programa também inclui a formação de engenheiros, técnicos e pilotos brasileiros, garantindo a capacitação do país na área aeroespacial.
Com informações da Agência Gov




