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Casa Miga forma 51 pessoas LGBTQIA+ em tecnologia com apoio do Serpro em Manaus

Foto: Acervo Casa Miga

Entre março e junho de 2025, a Casa Miga Acolhimento LGBTQIA+ promoveu oficinas gratuitas em tecnologia voltadas à comunidade LGBTQIA+, com foco no desenvolvimento de habilidades digitais e inclusão no mercado de trabalho.

A ação integrou o projeto MIGATECH e contou com o patrocínio do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).


Ao todo, 51 pessoas participaram das formações em Letramento Digital e Metodologia SCRUM, realizadas na sede da Casa Miga, na zona Sul da capital.

Os cursos foram gratuitos e ofereceram certificação ao final das atividades.

Tecnologia como ferramenta de inclusão

A Casa Miga é a primeira casa de acolhimento LGBTQIA+ da Região Norte e atua na promoção de direitos e no fortalecimento da autonomia de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo Karen Arruda, presidenta da instituição, a proposta foi oferecer um ambiente seguro para o aprendizado, com foco em oportunidades de geração de renda e qualificação profissional.

Foto: Acervo Casa Miga

Com os cursos, os participantes tiveram acesso a conteúdos que vão desde o uso básico de dispositivos eletrônicos até a aplicação de práticas ágeis de gestão de projetos.

Impactos práticos

Os relatos de quem participou das oficinas evidenciam a importância da ação para a vida cotidiana e o futuro profissional de pessoas LGBTQIA+.

“Eu pude aprender na prática habilidades de metodologia ágil como o Scrum, que posso aplicar em outras áreas também. Eu fiquei muito feliz com esse resultado”, disse Átila Simonsem, aluno do curso.

Já Claudia Laser, participante da oficina de letramento digital, compartilhou uma mudança importante.

“Eu tinha muita dificuldade de ver e-mail no celular, e hoje em dia tudo precisa de e-mail. Acho que por conta da idade mesmo, não tive como aprender”, confessa.

Parceria para transformação social

O patrocínio, viabilizado por meio do Edital Agora 3T, é parte do Programa de Investimento Social do Serpro.

A iniciativa buscou ampliar o acesso à tecnologia como ferramenta de transformação social, promovendo igualdade de oportunidades e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de pessoas trans e travestis.

Novas turmas

A Casa Miga já confirmou que novas turmas dos cursos serão lançadas ainda neste segundo semestre.

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