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Médicos alertam que atraso salarial da categoria pelo Governo do AM ameaça atendimento à população

Entidade médica cobra salários atrasados - Foto: Reprodução IA

Depois dos professores e as demissões políticas, agora são os médicos que não recebem salários do governo Roberto Cidade

Médicos que atuam nos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) de Manaus aguardam o recebimento dos valores referentes a serviços prestados nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025. Os pagamentos permanecem pendentes em razão da falta de repasses financeiros da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) à Queiroz Serviços e Gestão em Saúde LTDA., empresa contratada para fornecer médicos generalistas às unidades estaduais.


O contrato firmado entre o governo do Amazonas e a prestadora de serviços médicos generalistas, em julho de 2025, tem vigência até julho de 2029 e valor previsto de R$ 90,4 milhões. Os custos são pagos pelo Fundo Estadual de Saúde (FES).

De acordo com relatos publicados pela imprensa de Manaus e manifestações nas redes sociais, médicos afirmam que os atrasos nos pagamentos são recorrentes. Alguns relatam estar há cerca de oito meses sem receber. A Queiroz Serviços e Gestão em Saúde, por sua vez, informou não haver, até o momento, pendências referentes a 2026.

Em meio às denúncias, que também atingem outros setores da saúde, o governo do Amazonas reconheceu a existência de débitos e afirmou ter destinado mais de R$ 100 milhões para regularizar o pagamento de honorários. Além disso, afirmou que abriu negociações com cooperativas médicas, mas não apresentou prazo para a regularização da situação.

“A valorização do trabalho médico e a continuidade da assistência à população passam pelo cumprimento dos compromissos assumidos pelo poder público. É inadmissível que profissionais da saúde permaneçam com pagamentos referentes ao ano passado em aberto ou convivam com constantes atrasos em sua remuneração”, afirma Raul Canal, presidente da Anadem.

O especialista em direito médico também solicitou o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) para acompanhar o caso e adotar as medidas institucionais cabíveis em defesa dos médicos afetados, reforçando a importância da atuação conjunta das entidades na proteção dos direitos dos profissionais e da continuidade da assistência à população.

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