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Crise hídrica com ameaça de apagão é resultado da política ambiental, diz Serafim

Deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) - Foto: Reprodução

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) afirmou ser válido o apelo feito pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, de que seja feita uma redução voluntária de consumo de energia pela indústria e pela população para enfrentar os efeitos da crise hídrica que atinge o setor elétrico no Brasil.

Apesar de concordar com o pedido feito pelo ministro, o líder do PSB na ALE-AM (Assembleia Legislativa do Amazonas) destacou que a possibilidade do país reprisar a série de apagões vividos em 2001 é resultado da política ambiental do Governo Bolsonaro que estimula o avanço constante do desmatamento na Amazônia.

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“Entendo que é válido o apelo de que todos nós diminuamos o consumo de energia, mas lamento e condeno que o Governo Federal tenha ao longo dos últimos tempos estimulado o avanço da devastação na Amazônia, das queimadas, aumentando a temperatura e, sobretudo, evitando chuvas, evitando os rios voadores, que vão da Amazônia para o Centro Oeste”, disse Serafim durante discurso na sessão plenária da ALE-AM desta terça-feira, 29.

Na segunda-feira, durante o pronunciamento, o ministro de Minas e Energia tentou tranquilizar a população, garantindo que o sistema elétrico brasileiro é “robusto”, mas alertou que o consumo responsável de energia é o único caminho para evitar transtornos maiores até o fim do ano. Mas Serafim lembra que o Governo Federal já vinha tentando uma redução do consumo de energia com a implantação da bandeira vermelha, que não funcionou.

“(…) a verdade é que nem aumentando a conta de luz diminuiu o consumo. Portanto, venho aqui manifestar a minha preocupação, Manaus e o Amazonas são atendidos preponderantemente pela energia termelétrica, portanto, talvez estejamos fora do apagão, mas a verdade é que estamos interligados no Linhão de Tucuruí e isso, nessa altura, não sei nem se é um bem ou mal. A verdade é que estamos na iminência de sofrermos um apagão”, avaliou o deputado.

Segundo Serafim, uma mostra do aumento do custo de geração de energia no país pôde ser vista nesta terça, após a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciar que o valor da tarifa da bandeira 2 vermelha será reajustado em 52%, para R$ 9,49 pelo consumo de 100 kw/hora.

“O preço até então era de R$ 6,243. A tarifa da bandeira vermelha 2, que está em vigor no país, é a mais cara. O preço dessa crise hídrica, mais uma vez, será cobrado na conta de energia da população”, concluiu o deputado.

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