
David Reis vai pagar R$ 276 mil à empresa de elétrica para guardar “sucatas” da CMM, pior, com empresa sem capacidade técnica
O presidente da Câmara de Manaus, vereador David Reis (Avante) oficializou, nesta quarta-feira (08/07), o Contrato nº 007/2026-CMM com a empresa Lux Tecnologia Serviços de Instalação e Manutenção Elétrica Ltda. para o pagamento R$ 276 mil de aluguel de um imóvel comercial para guardar “bens servíveis e inservíveis” da Casa.
O contrato tem vigência de 12 meses, peca gravemente pelo apagão de informações claras, e amplia a lista de escândalos envolvendo medidas sem transparência adotadas por David Reis – pré-candidato à deputado federal – com dinheiro público do poder Legislativo municipal.
O extrato publicado simplesmente omite quais seriam esses supostos móveis úteis (servíveis) ou velhos (inservíveis) que justificariam desembolsar uma quantia tão expressiva dos impostos pagos pelo cidadão manauara.
Pagar mais de um quarto de milhão de reais por ano para estocar mobiliário sem qualquer especificação clara é um tapa na cara da população, especialmente em um momento de crise.
Para especialistas na área do serviço público, se os bens são “inservíveis”, o correto seria o leilão ou descarte adequado, e não o custeio de um aluguel absurdo para acumular entulho.
Esta iniciativa bizarra é mais uma para a extensa lista de escândalos e polêmicas com recursos públicos que marcam a trajetória de David Reis na presidência da CMM.
A população de Manaus não esqueceu o fatídico episódio do “puxadinho” da Câmara, quando o vereador tentou empurrar goela abaixo a construção de um novo anexo na Casa — orçado na época em quase R$ 32 milhões — sob a justificativa de ampliar a estrutura para criar gabinetes prevendo o aumento do número de vereadores para o ano de 2032.
Despesas contestáveis
Diante do clamor popular e de pressões jurídicas contra o desperdício, Reis foi obrigado a recuar da obra faraônica.
Agora, na iminência das eleições gerais e com os parlamentares focados nas urnas, David Reis volta a carimbar o orçamento da CMM com despesas altamente contestáveis e sem a devida prestação de contas.
Enquanto as periferias de Manaus cobram melhorias sociais urgentes e fiscalização nos serviços básicos da cidade, a cúpula do parlamento municipal parece mais preocupada em gastar fortunas alugando galpões misteriosos para esconder móveis do que em zelar pelo bolso do contribuinte.
Os órgãos de fiscalização e controle devem atuar para dar uma resposta clara para a população.
A CMM vai pagar R$ 23 mil todo mês





