Dinheiro era entregue na Arena do Grêmio a OAS, segundo doleiro Youssef

Arena do Grêmio, em Porto Alegre/Foto: Getty Images

Arena do Grêmio, em Porto Alegre/Foto: Getty Images
Arena do Grêmio, em Porto Alegre/Foto: Getty Images

Segundo o depoimento prestado no dia 25 de novembro do ano passado e divulgado ontem (12), Youssef admitiu que operava um esquema de caixa dois para a OAS, com depósitos em contas da empresa Santa Tereza Service, de João Procópio, apontado como laranja do doleiro. A partir dessa conta, realizava transferência de valores para empresas de Leonardo Meirelles, antes de os valores retornar ao Brasil mediante operações de dólar-cabo.
O doleiro contou para a Polícia Federal que realizava depósitos no exterior a mando da OAS e que cobrava uma comissão de 3% pelas operações. Questionado se a empresa conhecia o esquema de caixa dois, Youssef disse que “afirma acreditar que sim”, “pois entregou valores que provinham do exterior nas sedes da OAS, em Porto Alegre e Rio de Janeiro e, também, buscou valores na sede da empresa em São Paulo”. As entregas eram feitas por Adarico Negromonte e Rafael Angulo.

Questionado sobre siglas em uma tabela apreendida com José Ricardo Breghirolli, funcionário da OAS, Youssef identificou a sigla POA como a entrega de valores no escritório que a empresa mantinha junto à Arena do Grêmio. De acordo com o depoimento, ele entregou lá R$ 500 mil e R$ 66 mil e também fez repasses de valores similares em residências.

Procurada, a assessoria de imprensa da OAS se limitou a dizer que “refuta veementemente estas alegações”.

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