
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) desferiu, nesta terça-feira (28/04), um golpe técnico que desidrata a principal bandeira política do senador Eduardo Braga (MDB) no Amazonas, pré-candidato à segunda reeleição neste ano.
A interdição programada no km 263,24 da BR-319, iniciada nesta semana, expõe a fragilidade estrutural da rodovia e interrompe o fluxo de narrativas otimistas utilizadas como trunfo e ‘brinquedo’ eleitoral pelo parlamentar, que historicamente tenta se posicionar como o “padrinho” da repavimentação da via.
A justificativa oficial do órgão é a execução de serviços de manutenção emergencial. No entanto, o bloqueio joga luz sobre um problema sistêmico e muito mais grave: a interdição desta unidade é apenas a ponta do iceberg.
Segundo levantamentos técnicos, existem outras 53 pontes na BR-319 com a mesma tipologia e idade estrutural, todas operando em estado crítico e necessitando de intervenção imediata para evitar novos colapsos como os das pontes dos rios Curuquetê e Autaz-Mirim.
Para analistas de bastidores, a decisão do DNIT — sob influência direta do Governo Federal — retira das mãos de Braga o controle do “cronômetro” das obras, transformando a rodovia em um canteiro de interdições em vez de inaugurações.
Enquanto o senador tenta vender a ideia de avanço célere, a realidade técnica imposta pelo DNIT mostra que a BR-319 sobrevive sob remendos, com dezenas de estruturas condenadas que podem isolar o estado a qualquer momento.
O silêncio sobre as outras 53 pontes em risco revela que a gestão da rodovia é movida mais por conveniência política do que por segurança logística.
Com a interdição do km 263, o “brinquedo eleitoral” de Braga volta para a caixa, evidenciando que, sem um plano real de reconstrução das travessias, a BR-319 continuará sendo uma estrada de papel, útil apenas em períodos de campanha.
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Sim, não tem argumento que justifique a paralização das obras de reconstrução da BR-319…