Empresas devem investir em inclusão de mulheres – por Marcos D’alessandro

Marcos D’alessandro, economista e fundador da Apponte - Foto: Divulgação

O Dia Internacional da Mulher é celebrado nesta terça-feira (8). A data é reconhecida e celebrada mundialmente, mesmo com alguns problemas e desafios ainda fortes para o público feminino.

Uma prova dos obstáculos enfrentados pelas mulheres diz respeito, justamente, à diversidade e inclusão no ambiente corporativo. Promover estes fatores não diz respeito apenas ao fato de contratar mais mulheres, mas também ao fato de respeitar a vivência e individualidade de cada uma, além de valorizá-las e reconhecer o seu potencial dentro do mercado de trabalho.

“É um fato. As mulheres estão cada vez mais presentes em diferentes setores do mercado de trabalho. Mas, ainda assim, há uma desigualdade muito grande quanto a gênero, tratamento, remuneração salarial entre outras questões que agregam ainda mais dificuldades para as mulheres”, disse o economista e fundador da Apponte, Marcos D’alessandro.

De acordo com o especialista, é preciso incentivar a diversidade e a inclusão de mulheres nas empresas de forma mais enfática. “Não é tão comum vermos uma mulher ocupando um cargo de liderança dentro das organizações. Acontece, mas é raro. Portanto, é preciso que as mulheres busquem ter mais experiência e, dessa forma, pode haver mais equidade no mercado de trabalho”, explicou D’alessandro.

A questão das cotas para mulheres também é outra questão que precisa ser enfatizada. Na avaliação do economista, algumas corporações ainda “travam” no quesito contratação feminina. “Mas isso pode melhorar com o tempo, uma vez que já existem mais avanços hoje em dia em comparação a anos anteriores.

Conforme pesquisa da McKinsey & Co, feita em 2020 em mais de 15 países e com um total de 1000 grandes empresas revela que há uma ligação direta entre o nível de inclusão e diversidade existente numa empresa e o retorno financeiro dela, e que esta relação está no nível de pertencimento e engajamento. O estudo indica, também, que há sucesso para a diversidade de gênero e de raça, além de fortalecer a liderança diversa nas corporações.

“Mais do que nunca, as empresas que prezam pela diversidade têm mais chances de terem melhor performance financeira do as que não tem pessoas diversas”, diz trecho da análise.

A pesquisa aponta que empresas com mais diversidade de gênero na liderança têm mais de 25% de chances de maior retorno financeiro do que as concorrentes; empresas com mais de 30% de mulheres nos cargos executivos da alta liderança são mais propensas a uma melhor performance de 10 a 30% do que empresas que não têm mulheres nesses cargos. De fato, a empresa com o maior número de mulheres nesses cargos teve uma diferença de performance gritante – 48% a mais do que a concorrente com menos mulheres.

“As mulheres estão em cada vez mais ascensão e sendo valorizadas por suas corporações por inúmeros fatores. Este fato representa um avanço e vitória para o público feminino”, comentou D’alessandro.

Marcos D’alessandro, economista e fundador da Apponte.

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