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Ética e Moral – por Flávio Lauria

Flávio Lauria é Administrador de Empresas e Professor Universitário

Na análise e perspectiva de uma sociedade moderna e objetivamente estável, sempre estaremos colocando em discussão os conflitos entre a postura ética e moral como componente que muitas vezes nos apresentam as dúvidas e respostas que uma organização ou um conglomerado aspiram decifrar claramente. Ética, na sua essência, se apresenta como uma virtude extrema do caráter e respeito pelas instituições, suas leis, pelo ser humano e, acima de tudo, pela carta magna de uma nação.

Postura ética renúncia caminhos tenebrosos da imoralidade e não se perpetua injustamente, por isso, hoje, ao participarmos de uma sociedade extremamente materialista, em busca de resultados objetivos, percebemos que práticas imorais se apresentam por momentos como normais e saudáveis, onde o objetivo alcançado atinge tudo, até a própria moral desnecessária, ou a ética sem valor. Ser ético, na verdadeira concepção da palavra, implica em valorizar o ser humano, o princípio do respeito, em saber compreender o verdadeiro propósito da vida.


A verdade sempre presente e o procedimento honesto nas palavras e na ação definem o profissional vitorioso acima dos resultados dos targets alcançados. Imoral será sempre a atitude mesquinha e prepotente de alcançar o sucesso acima do ser humano, sem respeitar os caminhos honestos e verdadeiros, que muitas vezes demandam mais tempo e esforço.

Sempre será discutível se os meios justificam os resultados, a sociedade justa e saudável não pode crescer sem princípios honestos e verdadeiros. As grandes conquistas, ao fruto da constância, perseverança e trabalho honesto dedicado pelo bem comum, sempre serão reconhecidas. O papel do administrador sempre buscará o equilíbrio do pensamento, das ações e dos métodos aplicados, um profissional construtor de padrões éticos incentivadores do trabalho, do esforço honesto e do estudo perseverante, para competir saudavelmente e construir organizações que construam um país.

A imoralidade não constrói uma organização que perdure, nem ajuda uma nação. A imoralidade consegue destruir o coração, o pensamento e desencoraja o estudo, o trabalho árduo e a perseverante competitividade do ganho honesto. Muitas oportunidades de ganho absurdo e rápido progresso profissional ou crescimento fora do padrão moral de uma organização serão sempre condenados pela sociedade.

O poder econômico, como força bruta, tem corrompido os pilares da sociedade, o que tem colocado em xeque o planejamento e o posicionamento dos administradores conscientes do caminho mais difícil e saudável, que é o trabalho ético. As obrigações fiscais, a burla ao pagamento de impostos, e a constante preocupação em criar atalhos e novos caminhos que levem ao ganho fácil somente poderão ser benefício para poucos e por pouco tempo, sem criar cidadãos conscientes nem homens íntegros, levando a uma sociedade decadente e imoral, onde corrompem o poder público dando abrigo à minoria corrupta.

 

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