Furacão Dorian cai para categoria 3, mas ainda ameaça costa dos EUA

Foto: John Marc Nutt/ Reuters

O furacão Dorian perdeu força e caiu para categoria 3, mas continua a provocar tempestades e ventos de cerca de 190 km/h nas Bahamas nesta segunda-feira (3). Cinco pessoas morreram no arquipélago do Atlântico formado por mais de 700 ilhas, onde ele chegou com força no domingo (1º), ainda na categoria 5 – a mais alta da escala Saffir Simpson.

Dorian se desloca muito lentamente e ameaça a costa dos Estados Unidos. De acordo com Centro Nacional de Furacões, com sede em Miami, o furacão estava a mais de 170 km de West Palm Beach, na Flórida, às 9h (no horário de Brasília).

Mais cedo, segundo a CNN, já tinham sido registrados ventos de 98 km/h na praia de Juno, na Flórida.

Independentemente da sua trajetória, e mesmo que não toque o solo americano, o furacão pode provocar danos na costa da Flórida, Geórgia e Carolina do Sul. Existe o risco de que ele provoque inundações na Flórida e fortes ventos na Carolina do Norte.

Mais de um milhão de pessoas recebeu ordens para deixar suas casas na costa americana.

Foto: John Marc Nutt/ Reuters

Mais de 1,5 mil voos cancelados
A FlightAware informou que mais de 1,5 mil voos foram cancelados nesta terça-feira. Entre eles estão 91% dos voos que chegariam ou sairiam do aeroporto de Orlando.

O Walt Disney World está alterando o seu horário de funcionamento por causa do furacão. Os hotéis resort da Disney permanecem abertos, mas o Fort Wilderness Resort & Campground da Disney será fechado das 15h (no horário local). A previsão é de reabertura após a tempestade tropical, quando a situação estiver contornada.

‘Sem precedentes’

No domingo (1º), o furacão tocou o solo em Ábaco, nas Bahamas, provocando o corte na eletricidade e interrompendo o serviço de telecomunicações no arquipélago. De acordo com a CNN, o fornecimento de energia já foi restabelecido em Nova Providência, a ilha mais populosa da região.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha afirmou que 13 mil imóveis ficaram destruídos ou muito danificados. As enchentes provocaram ainda a contaminação da água potável.

O Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que ao menos 61 mil pessoas foram afetadas pelo furacão nas Bahamas e precisam de ajuda alimentar: 14 mil na ilha Ábaco e 47 mil na ilha Grande Bahama.

Nesta terça, a CNN informou que o aeroporto internacional em Freeport ficou completamente submerso.

O primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, afirmou na segunda (2) que a devastação causada pelo Dorian é “sem precedentes”.

A Embaixada do Brasil em Nassau estima que 180 brasileiros vivem nas Bahamas. Até o momento, a representação diplomática não foi contatada por nenhum brasileiro pedindo informações ou ajuda por causa do furacão.

O Centro Nacional de Furacões informou que, ao tocar a terra nas Bahamas, o Dorian igualou o recorde de furacão mais potente do Atlântico, ocorrido na mesma época do ano em 1935. Ele foi batizado de “Dia do Trabalho” (que se comemora em setembro nos Estados Unidos).

Desde que se começaram os registros, nunca um furacão de categoria 5 havia atingido as Ilhas Ábaco.

Fonte: G1

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