
O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir de Oliveira, pode ter chegado ao seu limite de coisas mal feitas
Desta vez, ele usou uma lista de votação dos Motoristas da MAP – supostamente ligado ao Sindicato dos Policiais Civis do Amazonas (Sinpol-AM), para acusar o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes de Cargas no Amazonas (Sindicargas-AM), de estar manipulando a eleição da categoria.
Estranhamente, Givancir de Oliveira, que acaba de ser afastado das eleições partidárias de 2026 por crime eleitoral, oferece R$ 20 Mil para cada motorista da MAP que entrar com representação contra a diretoria do Sindicargas-AM.
Manobra
A leitura que o presidente do Sindicargas, Carlos Gonzaga está fazendo, é que Givancir está tentando desviar a atenção da categoria dos Rodoviários para uma manobra interna. Ele está tentando entregar o cargo de presidente dos Rodoviários para o seu irmão vereador, Jaildo dos Rodoviários (PV), que tecnicamente está cassado do cargo de vereador de Manaus, por “improbidade administrativa” e uso de verbas públicas para outros fins.
Almoço de graça
Carlos disse que tomou conhecimento de uma lista “muito estranha”, usada por Givancir, quando ele postou um vídeo oferecendo dinheiro para quem entrasse com uma representação no Ministério Público e também oferecendo “almoço de graça” para os Policiais Civis que quisessem apoiar ele nesta denúncia sem sustentação.
Para o motorista Félix Nogueira, o dinheiro que o Givancir está querendo dar para quem ajudar na representação, deve ser os R$ 500 Mil, que ele cobrou de propina do empresário para retirar os cobradores das linhas, conforme foi amplamente divulgado na mídia local. “Só está devolvendo o que pegou”, disse.
Crime de estelionato
A diretoria do Sindicargas ainda não informou o que vai fazer contra o presidente dos Rodoviários. Até porque, se observar a lista, ela é de outra categoria, com um timbre do Sindicarga mal feito e as “assinaturas praticamente todas iguais, feitas com a mesma caneta”, o que configura um estelionato, crime cometido quando alguém usa de fraude, artifício ou engano para obter vantagem ilícita e causar prejuízo financeiro a outra pessoa. No caso, uma entidade sindical.
“As providências serão tomadas na esfera Judicial e se de fato for o que se configura na Ata usada por Givancir, ele vai responder na Justiça pelos seus atos”, finalizou Carlos Gonzaga.
Veja as assinaturas da suposta ATA…






